Cameron diz que resolução da ONU restringe ação na Líbia

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Image caption Há relatos de um aumento no número de civis mortos em ações dos aliados

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, afirmou neste domingo que há termos na resolução da ONU sobre a Líbia que restringem o poder de ação das forças de coalizão que atuam no país.

Em entrevista a TV Sky News, o premiê afirmou que as normas façam com que os aliados “não possam determinar com exatidão o resultado (do conflito)”.

A resolução 1973 da ONU estabelece uma zona de exclusão aérea, autorizando as forças da coalizão a usar as medidas necessárias para proteger civis, mas veta “a ocupação estrangeira em qualquer parte do território líbio”.

A declaração de Cameron foi feita em um momento em que há denúncias de que vem crescendo o número de civis mortos durante as operações dos aliados.

No entanto, ele afirmou que apesar de as restrições da resolução da ONU estarem dificultando a ofensiva, elas eram “corretas” e afirmou que está procurando novas maneiras de apoiar a ação dos rebeldes.

O premiê reiterou então que não haverá ações terrestres na Líbia, seja por parte das tropas britânicas ou de outros exércitos estrangeiros.

Misrata e Brega

“A coalizão vai seguir destruindo tanques e artilharias usadas pelas forças leais ao líder Muamar Khadafi para transformar em um inferno a vida das pessoas em Misrata, Brega e outras cidades na costa líbia”, disse Cameron.

Já na capital, Trípoli, o governo líbio concordou em providenciar uma maneira segura para os civis deixarem Misrata.

O secretário britânico para Desenvolvimento Internacional, Andrew Mitchell, embarca nesta segunda-feira para Nova York, onde participará de reuniões na ONU para discutir a crise humanitária na Líbia.

No sábado, o governo líbio rejeitou acusações de que tenha atacado áreas residenciais de Misrata, no oeste do país, com as chamadas bombas-cacho, proibidas por uma convenção internacional em mais de cem países.

A organização de direitos humanos Human Rights Watch, que fez a denúncia na sexta-feira, disse que um de seus fotógrafos viu pelo menos três destas armas explodirem sobre áreas civis da cidade, onde os combates permanecem intensos.

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