Apuração indica disputa apertada em eleições nigerianas

Nigeriana vota em Lagos (Foto: Reuters) Direito de imagem Reuters
Image caption Mulher vota em Lagos, colégio eleitoral na região do atual presidente

Resultados iniciais das eleições presidenciais da Nigéria indicam uma disputa apertada entre o atual presidente, Goodluck Jonathan, e o seu principal opositor, o general Muhammad Buhari.

O atual presidente mantém uma pequena liderança, garantida pelo seu bom desempenho na sua área de influência, o sul do país, o Delta do rio Niger e o entorno de Lagos, a maior cidade nigeriana.

Já o general Buhari tem conseguido uma votação maciça nas áreas do norte, predominantemente muçulmanas, onde os eleitores descontentes com o atual governo saíram para votar em massa.

A Nigéria, maior produtor de petróleo da África, é também o país com maior número de eleitores na África: 74 milhões.

Os resultados finais, esperados para a segunda-feira, apontam para a realização de um segundo turno entre os dois candidatos.

Para vencer na primeira rodada, um candidato precisa de pelo menos 25% dos votos em dois terços dos 36 estados do país.

Acusações de fraude

Após a votação, no sábado, Buhari acusou o governo de tentar fraudar as eleições e manipular o resultado.

O general alegou ter conhecimento de cédulas eleitorais sendo ilegalmente entregues ao governador de Katsina, no norte, em voos noturnos clandestinos.

Ao longo do processo eleitoral, o presidente Jonathan empenhou sua palavra na transparência do pleito.

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Image caption Governo e oposição divergem sobre 'limpeza' do processo eleitoral

Jonathan foi eleito como vice-presidente em 2007 e assumiu o cargo em 2010, após a morte do presidente anterior, Umaru Yar'Adura.

Violência

Durante a jornada eleitoral no sábado, houve episódios de violência, incluindo a morte de uma mulher na cidade de Jos, no centro do país, e duas explosões de bomba na cidade de Maiduguri, no nordeste do país.

A repórter da BBC Caroline Duffield, que está na capital, Abuja, disse que muitos temem que uma confrontação entre as duas partes do país eleve as tensões étnicas na Nigéria.

Entretanto, afirmou a repórter, em sua grande maioria os sinais são de uma eleição tranqüila e pacífica, um “passo histórico” na direção da democracia.

Essa foi a terceira eleição nacional na Nigéria desde o fim do governo militar do país, em 1999. Desde então, a cena política é dominada pelo Partido Democrático do Povo (PDP), do atual presidente.

As duas últimas eleições, em 2003 e 2007, foram marcadas por acusações de fraudes nas urnas, intimidação de eleitores e violência.

Estas eleições foram realizadas após uma série de cancelamentos por problemas de "organização".

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