Morte de Bin Laden

Bin Laden não estava armado, mas resistiu à captura, diz Casa Branca

Local onde Bin Laden morreu/Reuters

Carney disse que havia pessoas armadas no local, mas não Bin Laden

O líder da rede extremista Al-Qaeda, Osama Bin Laden, não estava armado no momento em que forças especiais americanas invadiram o local onde vivia escondido, no Paquistão, disse nesta terça-feira o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney.

Desde o anúncio da morte de Bin Laden, no domingo, o governo americano vinha afirmando que o líder da Al-Qaeda havia sido morto com um tiro na cabeça ao resistir à captura.

Segundo Carney, apesar de não estar armado, Bin Laden de fato tentou resistir.

“Havia a preocupação de que Bin Laden fosse se opor à operação de captura, e realmente ele resistiu”, disse o porta-voz, em entrevista coletiva em Washington. “Bin Laden foi então atingido e morto. Ele não estava armado.”

De acordo com Carney, várias outras pessoas presentes na mansão em que o líder da Al-Qaeda vivia – na cidade de Abbottabad, a cerca de 60 km da capital do Paquistão, Islamabad – estavam armadas e houve troca de tiros.

O porta-voz afirmou ainda que uma das esposas de Bin Laden confrontou as forças americanas e foi baleada na perna, mas não morreu.

Na segunda-feira, o principal assessor da Casa Branca para assuntos de segurança nacional e contraterrorismo, John Brennan, havia dito que a mulher fora morta ao ser usada como escudo por Bin Laden.

Fotos

Carney afirmou ainda que o governo está analisando se divulga ou não imagens do corpo de Bin Laden que, segundo ele, são “terríveis”.

“É razoável dizer que é uma fotografia terrível”, disse Carney. “Poderia (ter efeito) incendiária.”

Clique Leia mais na BBC Brasil: Cresce pressão para que EUA divulguem fotos de Bin Laden

Além do tiro que o matou, na cabeça, Bin Laden foi atingido posteriormente por um tiro no peito.

O governo americano diz que Bin Laden foi enterrado no mar, menos de 24 horas depois de sua morte, seguindo a tradição religiosa islâmica, e que exames de DNA e técnicas de reconhecimento facial teriam confirmado sua identidade.

No entanto, desde o anúncio da morte, feito pelo presidente Barack Obama em um pronunciamento na TV no fim da noite de domingo, os Estados Unidos têm sido pressionados a divulgar imagens do corpo do líder da Al-Qaeda.

O temor da Casa Branca é de que a divulgação das imagens possa inflamar ainda mais os apoiadores de Bin Laden no Paquistão e em outros locais, que já prometeram lançar novos ataques contra os Estados Unidos.

Para executar este conteúdo em Java você precisa estar sintonizado e ter a última versão do Flash player instalada em seu computador.

Tocar com outro programa

Paquistão

As forças americanas recolheram documentos, DVDs e computadores do esconderijo de Bin Laden, e uma força-tarefa foi criada para analisar o material. Segundo Brennan, o material pode dar pistas que levariam ao número dois da Al-Qaeda, Ayman Al-Zawahiri.

Os Estados Unidos também buscam mais informações sobre o tipo de apoio que Bin Laden pode ter tido para se esconder no Paquistão.

O governo americano estaria pressionando o país asiático a explicar como Bin Laden permaneceu tanto tempo escondido em seu território sem o conhecimento das autoridades.

Na segunda-feira, Brennan já havia dito que é “inconcebível” que Bin Laden não tivesse um sistema de apoio no Paquistão.

Em uma entrevista à revista Time divulgada nesta terça-feira, o diretor da CIA (a agência de inteligência americana), Leon Panetta, disse que os Estados Unidos descartaram informar o Paquistão sobre a operação para capturar Bin Laden por temor de que isso colocasse a missão em risco. “Eles poderiam alertar os alvos.”

Nesta terça-feira, Carney descreveu a relação entre Estados Unidos como “importante e complicada”.

“Nós estamos trabalhando muito duro nessa relação, é uma relação importante e complicada que foi testada de diversas maneiras ao longo dos anos e mesmo neste ano”, afirmou.

Carney disse ainda que a morte do líder da Al-Qaeda não deverá afetar os planos dos Estados Unidos de retirar suas tropas do Afeganistão. O início da retirada está previsto para julho.

Tópicos relacionados

BBC © 2014 A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo de sites externos.

Esta página é melhor visualizada em um navegador atualizado e que permita o uso de linguagens de estilo (CSS). Com seu navegador atual, embora você seja capaz de ver o conteúdo da página, não poderá enxergar todos os recursos que ela apresenta. Sugerimos que você instale um navegados mais atualizado, compatível com a tecnologia.