Procurador-geral suspende prefeito de Bogotá por suspeita de irregularidades

Prefeito suspenso de Bogotá, Samuel Moreno, faz gesto, cercado por seus funcionários, em uma varanda de seu gabinete, na terça-feira (AP) Direito de imagem BBC World Service
Image caption Samuel Moreno afirma que contestar acusações na Justiça

O prefeito de Bogotá, capital da Colômbia, foi suspenso do cargo por três meses por supostas irregularidades em contratos de serviços públicos.

O procurador-geral colombiano, Alejandro Ordonez, suspendeu o prefeito Samuel Moreno como uma medida "preventiva", enquanto as supostas irregularidades são investigadas.

"Decidi suspender o prefeito de Bogotá, a partir de hoje, por um período de três meses", informou o procurador-geral em uma entrevista coletiva na terça-feira.

Segundo Ordonez o inquérito vai examinar supostos problemas para completar projetos públicos dentro do previsto, irregularidades na concessão de contratos e "altos custos adicionais".

O procurador-geral colombiano acrescentou que a suspensão poderá ser estendida por mais três meses se as investigações não forem completadas a tempo.

Moreno, eleito em 2007 como candidato do principal partido de oposição ao governo, o Polo Democrático, disse que não vai renunciar ao cargo e vai contestar a suspensão na Justiça.

O prefeito, a principal liderança de esquerda da Colômbia, afirma que as acusações contra ele não estão relacionadas ao seu trabalho.

"Vamos lutar e vamos contestar (as acusações) em todos os lugares possíveis e por todos os meios permitidos pela lei", disse.

O cargo de prefeito de Bogotá é considerado o segundo cargo político mais importante da Colômbia, ficando atrás apenas da Presidência.

Escândalo

A suspensão de Samuel Moreno ocorre em meio a um grande escândalo de corrupção no país.

Na semana passada, o irmão do prefeito, Ivan Moreno, e várias outras pessoas foram acusadas de corrupção e envolvimento em um esquema de superfaturamentos em contratos de construção. Ivan nega as acusações.

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, nomeou a atual ministra da Educação, Maria Fernanda Campo, como prefeita interina de Bogotá.

A suspensão de Moreno deve ter um efeito em toda a Colômbia, segundo o correspondente da BBC Mundo em Bogotá Hernando Salazar, pois, nos últimos sete anos, a capital colombiana tem sido a principal cidade em poder da oposição.

Mais de sete milhões de pessoas vivem na capital do país.

E, em outubro, os eleitores devem ir às urnas para eleger um novo prefeito de Bogotá.

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