Parentes de Bin Laden estão em hospital, dizem militares paquistaneses

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Image caption Bin Laden teria vivido no complexo de Abbottabad por cerca de 6 anos

Fontes do Exército paquistanês disseram à BBC nesta quarta-feira que estão mantendo em um hospital militar os sobreviventes do ataque que matou Osama Bin Laden, incluindo parentes do líder da Al-Qaeda.

Eles estão sendo tratados de ferimentos à bala em um hospital na cidade de Rawalpindi (nordeste do país).

Além do líder da Al-Qaeda, a operação matou seu filho e dois outros homens. Foram capturadas nove mulheres e 23 crianças, segundo militares americanos.

Mais cedo, o governo paquistanês havia dito em comunicado que os sobreviventes estariam "em segurança e cuidados de acordo com a lei", na capital Islamabad e em Rawalpindi.

"Seguindo nossos procedimentos, eles não vão ser entregues aos seus países de origem (que não foram especificados)", disse o documento.

Acredita-se que Osama Bin Laden tenha vivido na residência localizada em Abbottabad, cidade próxima a Islamabad, por cerca de seis anos. Nesta quarta-feira, os acessos ao complexo foram novamente fechados.

Abbottabad não é cenário comum de atentados suicidas - caso de muitas outras cidades no Paquistão -, mas mantém uma forte presença militar e é conhecida por possuir escolas de qualidade.

Ajuda

Em Paris, o primeiro-ministro paquistanês, Yusuf Raza Gilani, pediu ajuda internacional para combater os extremistas, após encontro com o presidente francês, Nicolas Sarkozy.

"Estamos no meio de uma guerra, temos a disposição e é de nosso interesse combater o terrorismo", disse ele.

"Mas nos faltam instrumentos. Sim, falei com o presidente (Sarkozy) sobre aparelhamento e ele concordou em aumentar a capacidade das agências paquistanesas", completou.

Leia mais: Paquistão diz que mundo 'fracassou' na busca por Bin Laden

Gilani classificou ainda como “ótima” a cooperação entre os serviços secretos de Paquistão e EUA, apesar das críticas que recaíram sobre o país asiático pelo fato de Bin Laden ter vivido tanto tempo em seu território sem ter sido capturado.

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