Al-Qaeda confirma morte de Bin Laden em comunicado pela internet

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Image caption Comunicado atribuído ao grupo foi publicado em fóruns na internet

A rede Al-Qaeda confirmou a morte de seu líder, Osama Bin Laden, de acordo com um comunicado atribuído ao grupo e publicado em fóruns dedicados à propagação de ideais radicais islâmicos na internet.

O comunicado afirma que o "sangue de Bin Laden" não será "desperdiçado" e que a rede continuará atacando alvos dos Estados Unidos e de seus aliados.

A declaração diz que a morte de Bin Laden será uma "maldição" para os americanos e apela por um levante no Paquistão.

O comunicado da Al-Qaeda surge no momento em que diversos protestos são realizados por todo o Paquistão, contrários ao ataque americano que matou Bin Laden.

"(O sangue de Bin Laden) vai continuar, com a benção de Alá, o Todo-Poderoso, como uma maldição que perseguirá os americanos e seus agentes e irá atrás deles, dentro e fora de seus países", diz a declaração.

"A sua felicidade se tornará tristeza, e o seu sangue se misturará às suas lágrimas. Nós convocamos o nosso povo muçulmano no Paquistão, em cuja terra o xeque Osama foi morto, a se levantar e se revoltar."

O comunicado afirma que um áudio gravado pelo líder da Al-Qaeda uma semana antes de sua morte será divulgado em breve.

Segundo o correspondente de segurança da BBC Gordon Corera, o comunicado está datado da última terça-feira (3) e foi assinado pela liderança geral da Al-Qaeda. A autenticidade da declaração ainda não pode ser verificada de forma independente.

Corera afirma que o anúncio pode ter a intenção de acabar com as teorias conspiratórias de que Bin Laden não morreu, além de abrir caminho para a sucessão do líder morto da Al-Qaeda.

Morte de Bin Laden

Bin Laden foi morto no último domingo (1º de maio) em uma mansão localizada na cidade paquistanesa de Abbottabad, durante operação realizada por tropas de elite das Forças Armadas americanas.

A morte do líder da Al-Qaeda foi anunciada às 23h30 de domingo (0h30 de segunda-feira em Brasília) pelo presidente americano, Barack Obama, em um pronunciamento transmitido pela TV.

Obama disse, na ocasião, que a operação que resultou na morte do homem acusado de ser o mentor dos ataques de 11 de setembro de 2001 tinha sido autorizada por ele.

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