EUA vão reforçar proteção a forças especiais que mataram Bin Laden

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Image caption Robert Gates disse que militares estão preocupados com a própria segurança

Menos de duas semanas depois de forças especiais americanas terem matado o líder da rede Al-Qaeda, Osama Bin Laden, os Estados Unidos planejam reforçar a segurança em torno dos integrantes da missão.

Segundo o secretário de Defesa, Robert Gates, integrantes das forças especiais Navy Seals (sigla para Sea, Air and Land, ou Mar, Ar e Terra) que executaram a missão no Paquistão manifestaram preocupação com sua segurança e, principalmente, a de suas famílias.

“Estamos avaliando que medidas podem ser tomadas para aumentar a segurança”, afirmou Gates, em visita a uma unidade militar no Estado da Carolina do Norte.

Após o anúncio da morte de Bin Laden, no dia 1º de maio, integrantes da Al-Qaeda prometeram vingança e novos ataques contra alvos dos Estados Unidos e de seus aliados.

As próprias autoridades americanas reconheceram uma maior ameaça de ataques após a morte do líder da Al-Qaeda, acusado de ser o principal mentor dos atentados de 11 de setembro de 2011.

Segredo

Segundo o secretário, desde a morte de Bin Laden aumentaram as ameaças contra forças americanas, e o governo tem redobrado os esforços “para proteger as identidades dos que participaram da missão” e manter os detalhes da operação em segredo.

Gates disse que, quando a morte de Bin Laden foi anunciada, as autoridades reunidas na Casa Branca concordaram em não divulgar qualquer detalhe operacional da missão.

No entanto, disse o secretário, esse plano acabou sendo prejudicado pelo vazamento de informações na imprensa.

O líder da Al-Qaeda foi morto quando as forças especiais americanas invadiram a mansão em que ele vivia escondido, na cidade de Abbottabad, a cerca de 100 km da capital do Paquistão, Islamabad.

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