Americanos tiveram acesso a viúvas de Bin Laden detidas no Paquistão, diz Casa Branca

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Image caption Foto do passaporte de Amal as-Sadah, uma das esposas de Bin Laden

A Casa Branca confirmou nesta sexta-feira que agentes americanos tiveram acesso às três viúvas do líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, detidas no Paquistão.

A confirmação foi feita pelo porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, que não forneceu mais detalhes sobre o contato entre enviados americanos e as mulheres.

O Pentágono já afirmou que não vai dar informações sobre o que foi dito durante as conversas.

As três mulheres estavam na mansão em Abbottabad, cidade a cerca de 100 km da capital do Paquistão, Islamabad, no momento em que forças especiais americanas invadiram o local e mataram Bin Laden, no dia 1º de maio.

Divergências

A confirmação da Casa Branca foi feita após relatos sobre divergências entre Estados Unidos e Paquistão a respeito do acesso às viúvas de Bin Laden.

Acredita-se que as forças americanas tinham a intenção de tirar as mulheres do Paquistão, mas a perda de um helicóptero durante a missão fez com que fossem deixadas sob custódia do Paquistão.

Os Estados Unidos têm interesse em obter das mulheres informações sobre a rotina de Bin Laden durante o período em que viveu escondido no Paquistão e sobre uma possível rede de apoio no país ao líder da Al-Qaeda.

A operação que levou à morte de Bin Laden provocou um estremecimento na relação entre os Estados Unidos e o Paquistão, considerado um aliado dos americanos na luta contra a Al-Qaeda.

O fato de Bin Laden ter vivido por tanto tempo – estima-se que em torno de cinco anos – no Paquistão sem ser descoberto levantou dúvidas sobre até que ponto o governo paquistanês realmente desconhecia seu paradeiro. Essas alegações são negadas pelo governo do Paquistão.

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