Operação para resfriar reator no Japão tem novo revés

Imagem aérea do reator 1 de Fukushima, feita no dia 21 de abril Direito de imagem AP
Image caption Usina foi seriamente danificada pelo terremoto e pelo tsunami de março

A operadora da usina nuclear japonesa Fukushima Daiichi, atingida pelo terremoto e pelo tsunami de 11 de março, abandonou neste domingo seu mais recente plano para esfriar um dos reatores danificados.

A Tepco (Tokyo Electric Power Company) tinha a intenção de esfriar o reator 1 com o preenchimento de uma câmara de contenção com água.

Mas a Tepco disse que o derretimento de barras de combustível criou um buraco na câmara, permitindo que 3.000 toneladas de água contaminada vazassem para o subterrâneo do edifício do reator.

Os sistemas de resfriamento dos reatores da usina foram desligados com os danos provocados pelo terremoto e pelo tsunami, levando ao superaquecimento das barras de combustível, e as tentativas de reduzir a pressão sobre as câmaras provocaram explosões nos edifícios onde estão os reatores.

O governo e a Tepco afirmaram que pode levar até janeiro até que se consiga um resfriamento total dos reatores.

O porta-voz do Governo Goshi Hosono disse que o abandono do último plano não deve afetar o prazo previsto.

"Queremos preservar o calendário, mas ao mesmo tempo, vamos ter que mudar a nossa atitude", disse ele.

Novo plano

A Tepco diz que vai elaborar um novo plano para estabilizar o reator até a terça-feira.

A TV japonesa NHK disse que a Tepco estuda agora um plano para circular a água do subsolo através de um filtro de descontaminação e de volta para o reator.

Segundo os últimos dados divulgados pelas autoridades japonesas, 15.019 mortes pela tragédia do dia 11 já foram confirmadas, e ainda há 9.506 pessoas desaparecidas.

O tsunami destruiu edifícios em vilas de pescadores e cidades portuárias, e arrastou embarcações por quilômetros em terra.

Na semana passada, o governo aprovou um grande pacote de compensação para ajudar os afetados pela catástrofe.

Analistas dizem que o custo total para as compensações pode chegar a US$ 100 bilhões (cerca de R$ 163 bilhões).

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