Economia

Exportações para China devem crescer 20% em 2011, diz ministro

Porto de Tianjin (arquivo/AP)

Existe déficit no comércio bilateral Brasil-China

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, se disse confiante nesta segunda-feira de que as exportações para a China, maior parceira comercial do Brasil, crescerão 20% em 2011.

Dados da Secretaria do Comércio Exterior indicam que, nos quatro primeiros meses do ano, o comércio bilateral entre os dois países totalizou US$ 20,4 bilhões, alta de 45% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Caso a projeção de Pimentel se confirme, as exportações devem alcançar cerca de US$ 37 bilhões até o fim do ano, US$ 6,2 bilhões a mais do que em 2010.

A declaração ocorreu nesta segunda-feira em coletiva de imprensa, após Pimentel participar de encontro com o chanceler Antônio Patriota e com o ministro do Comércio da China, Chen Deming, em Brasília.

Pimentel disse ter discutido com o ministro chinês a adoção de uma cesta de moedas para substituir o dólar em transações financeiras internacionais. "Não se justifica mais termos um padrão monetário do começo do século passado", disse.

Segundo Pimentel, Chen concordou com a posição brasileira e manifestou simpatia quanto ao início de uma discussão sobre o tema.

Posteriormente, porém, o ministro chinês afirmou, na mesma coletiva de imprensa, que a substituição do atual padrão monetário exige uma discussão de longo prazo e que não veio ao Brasil preparado para debater o assunto.

Braços abertos

Chen disse ainda que a China está de braços abertos para produtos brasileiros e que, embora o país tenha um déficit no comércio bilateral com o Brasil, não vai impor qualquer barreira à importação de bens nacionais.

"As exportações brasileiras para a China devem ser diversificadas", afirmou o ministro. "Esperamos que bons produtos brasileiros entrem na China."

Cerca de 80% das exportações brasileiras para a China correspondem à venda de minério de ferro, petróleo e soja. O governo brasileiro tem pressionado a China pela diversificação da pauta de exportações e pelo aumento da proporção de bens industrializados.

A visita de Chen ao Brasil ocorre um mês após a presidente Dilma Rousseff viajar à China. O ministro chinês estava acompanhado por empresários dos setores de construção, agricultura, energia e automóveis, que participam em Brasília do Seminário Empresarial China-Brasil.

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