Justiça de NY nega fiança e diretor do FMI continuará preso

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Image caption Advogado de Strauss-Khan ofereceu US$ 1 milhão por sua fiança

Uma juíza de Nova York negou nesta segunda-feira um pedido de fiança para o diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), o francês Dominique Strauss-Kahn, preso desde o sábado sob a acusação de agressão sexual, cárcere privado e tentativa de estupro.

Em uma audiência na cidade americana, a juíza Melissa Jackson decidiu que ele deverá permanecer preso para evitar que saia do país e não participe do julgamento.

As acusações foram feitas por uma camareira de 32 anos do hotel onde Strauss-Kahn estava hospedado, perto de Times Square.

Os advogados de defesa do francês se disseram decepcionados com a recusa da juíza de aceitar a fiança, apesar de terem oferecido US$ 1 milhão em dinheiro vivo e a entrega de todos os documentos de viagem do diretor do FMI.

“Essa batalha só começou”, disse Benjamin Brafman, criminalista americano contratado por Strauss-Kahn para chefiar sua equipe de defesa. Brafman já representou várias celebridades com sucesso, inclusive os rappers P. Diddy e Jay-Z.

“Não acreditamos que ele tenha a intenção de deixar o país. Sua intenção é limpar seu nome e restabelecer sua reputação.”

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O francês deve ser ouvido novamente em um tribunal em quatro dias. De acordo com o jornal francês Le Figaro, ele pode pegar até 70 anos e três meses de prisão.

Primeira classe

O diretor do FMI, que é casado e tem 62 anos, foi preso no sábado à tarde, quando já estava sentado na primeira classe de um avião da Air France prestes a decolar para Paris.

Até sua prisão, ele era considerado um possível candidato à Presidência da França pelo Partido Socialista, nas eleições do ano que vem. Pesquisas de opinião lhe davam uma boa chance de derrotar o presidente Nicolas Sarkozy.

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Image caption Diretor do FMI foi preso em Nova York no sábado

Segundo a polícia, a camareira identificou formalmente o francês em uma sessão de reconhecimento.

Ele passou por exames no domingo, em que peritos buscaram lesões que indicassem uma possível luta com a camareira e traços de DNA da suposta vítima.

Acusação

Também nesta segunda-feira, também surgiu mais uma acusação contra Strauss-Kahn. Uma escritora francesa afirma que poderá entrar com uma denúncia devido a uma suposta agressão sexual em 2002.

Um porta-voz da polícia de Nova York, Paul Browne, disse à BBC que as acusações foram feitas por uma mulher de origem africana que trabalha como camareira no hotel Sofitel.

Ela disse que o hóspede saiu nu do banheiro enquanto ela limpava a suíte de luxo do hotel, que custa US$ 3 mil por noite.

"Recebemos uma denúncia de que uma camareira em um hotel no centro de Manhattan tinha sido abusada sexualmente pelo ocupante de uma suíte de luxo naquele hotel, e que este indivíduo tinha fugido", Browne disse à BBC.

"A camareira disse ter sido atacada violentamente, trancada no quarto e abusada sexualmente", disse ele.

Esposa

A esposa de Strauss-Kahn, a proeminente jornalista francesa Anne Sinclair, disse acreditar que seu marido é inocente. "Eu não acredito por um segundo sequer nas acusações levantadas contra meu marido", disse.

Na França, alguns viram a prisão como uma humilhação nacional, enquanto outros sugerem que pode se tratar de um complô criado por seus opositores políticos.

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Ela já havia sido investigado em 2008 pelo conselho do FMI sobre o seu relacionamento com uma funcionária. Na ocasião, ele pediu desculpas aos funcionários do FMI e à sua mulher.

O FMI informou que o vice-diretor-gerente do fundo, John Lipsky, ocupará interinamente o cargo de diretor-gerente durante a ausência de Strauss-Kahn.

A cotação do euro em relação ao dólar caiu ao ponto mais baixo em seis semanas nesta segunda-feira, o que seria um reflexo da prisão.

Strauss-Kahn era visto como um líder eficiente do FMI e um importante parceiro para os líderes europeus, já que ajudou a orquestrar os pacotes de ajuda para países da zona do euro.

Strauss-Kahn participaria nesta segunda-feira de uma reunião em Bruxelas sobre a concessão de ajuda financeira à Grécia e a outros países endividados do bloco.

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