Paquistão

Em mensagem póstuma, Bin Laden exalta rebeliões no Oriente Médio

O militante Osama Bin Laden, em foto de 1999 (AP)

Bin Laden viu nas rebeliões no Oriente Médio uma oportunidade

Uma fita de áudio contendo uma mensagem póstuma do líder da rede Al-Qaeda Osama Bin Laden foi divulgada em sites islâmicos radicais.

Na mensagem, o idealizador dos ataques de 11 de setembro de 2001 exalta as rebeliões populares no Oriente Médio.

Bin Laden foi morto por tropas americanas em 2 de maio de 2011, na casa em que estava escondido, na cidade de Abbottabad, no Paquistão.

Especialistas americanos acreditam que a fita é legítima e teria sido gravada semanas antes de ele ter sido morto.

''A Tunísia foi a primeira e, como que num piscar de olhos, os cavaleiros do Egito conduziram a flecha que partiu dos cidadãos livres da Tunísia para a praça Tahrir e, então, teve início uma grande revolução. E que revolução! Ela foi decisiva para todo o Egito, para toda a nação que buscou refúgio em Deus.''

Oportunidade

Na mensagem, o líder militante radical conclama muçulmanos a aproveitar a oportunidade de rejeitar o que ele descreveu como sendo regimes corruptos em favor da lei islâmica.

''Filhos da minha nação muçulmana, vocês estão diante de uma encruzilhada crítica e uma grande e rara chance histórica de erguer sua nação e liberar a si mesmos da escravidão, dos caprichos dos governantes, as leis temporárias da hegemonia ocidental. Seria um grande pecado e uma ignorância grave desperdiçar esta chance que a nação está à espera há várias décadas'', afirma Bin Laden.

Apesar da tentativa de Bin Laden de explorar as revoltas populares no mundo árabe, as insurreições no Oriente Médio tiveram um caráter espontâneo e não foram instigadas pela Al-Qaeda ou por clérigos radicais.

As rebeliões populares já provocaram a queda dos regimes do Egito e da Tunísia e que vem causando tensões políticas no Bahrein, na Síria e na Líbia.

Muitos desses países, governados por líderes seculares, combateram duramente a infiltração da Al-Qaeda em seus países, temendo que a rede militante pudesse desestabilizar seus regimes.

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