Preso em NY, Dominique Strauss-Kahn renuncia à chefia do FMI

Strauss-Kahn durante reunião do FMI em outubro de 2010 Direito de imagem Reuters
Image caption Strauss-Kahn nega as acusações, feitas por uma camareira em NY

O diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, anunciou nesta quinta-feira sua renúncia à chefia do órgão.

Ele está preso desde sábado em Nova York após ser acusado de abuso sexual e tentativa de estupro por uma camareira de um hotel de Manhattan.

Em um comunicado divulgado pelo FMI, Strauss-Kahn, de 62 anos, disse que já informou o comitê executivo do órgão sobre sua intenção de deixar o cargo “com efeito imediato”.

Ele voltou a negar, porém, as acusações pelas quais foi preso.

Strauss-Kahn, que está detido na prisão de Rikers Island, em Nova York, deve fazer um novo pedido de liberdade sob fiança nesta quinta-feira.

'Infinita tristeza'

Em seu comunicado, Strauss-Kahn afirmou que decidiu apresentar sua renúncia “com infinita tristeza”.

“Neste momento penso primeiro em minha mulher – a quem amo mais do que qualquer coisa –, em meus filhos, em minha família, em meus amigos. Também penso em meus colegas no Fundo; juntos, alcançamos tantas coisas grandes nos últimos três anos e mais”, afirmou.

Após reafirmar que nega “com a maior firmeza possível” as acusações contra ele, Strauss-Kahn diz querer proteger a instituição do FMI e dedicar todas as suas forças e energia em provar sua inocência.

O FMI afirmou que informará “no futuro próximo” sobre o processo de seleção de um novo diretor-geral.

O atual vice-diretor-geral, o americano John Lipsky, vem exercendo o cargo interinamente desde a prisão de Strauss-Kahn.

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