Justiça do Irã veta decisão de presidente de assumir Ministério do Petróleo

Reuters Direito de imagem Reuters
Image caption Episódio parece ser novo capítulo da disputa entre Khamenei e Ahmadinejad

A decisão do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, de se autonomear ministro interino do Petróleo foi considerada ilegal pelo Conselho dos Guardiões, o órgão iraniano responsável por fiscalizar as leis do país.

A notícia foi divulgada nesta sexta-feira pela agência de notícias semioficial Fars, que não deu mais detalhes.

O Conselho é nomeado pelo Parlamento e pelo supremo líder do Irã, o aiatolá Khamenei.

Analistas veem o ocorrido como mais um capítulo da atual disputa entre Ahmadinejad e Khamenei.

Fusão

Na última segunda-feira, surgiu a notícia de que Ahmadinejad havia assumido o controle do ministério após demitir o ministro Masoud Mirkazemi.

O presidente pretendia fundir o Ministério do Petróleo com a pasta de Energia, como parte de seus planos para enxugar o governo.

Pela lei, Ahmadinejad teria três meses para submeter outro nome ao Parlamento, assumindo as funções neste período.

No comando do ministério, Ahmadinejad atenderia o encontro da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) em junho, na Áustria. O Irã é o quinto maior produtor mundial de petróleo.

Correspondentes dizem que a decisão é mais um duro golpe para Ahmadinejad.

No mês passado, o presidente havia demitido o chefe do Serviço Secreto sem consultar Khamenei. O aiatolá posteriormente reinstalou o responsável pela inteligência no cargo.

Notícias relacionadas