Manifestantes chilenos reagem a projeto de construção de hidrelétricas

Manifestantes combatidos com jatos d'água em Valparaiso (AP) Direito de imagem AP
Image caption Confronto em protesto ocorreu durante fala de Sebastián Piñera

Manifestantes e policiais chilenos entraram em confronto na cidade de Valparaiso neste sábado, durante um protesto contra políticas governamentais e a construção de hidrelétricas na região patagônica do país.

Os protestos foram agendados para coincidir com o discurso sobre o estado da união, proferido pelo presidente Sebastián Piñera.

Na opinião dos manifestantes – convocados pela CUT, um dos principais sindicatos do país -, a construção das cinco hidrelétricas no sul do Chile vão destruir 6 mil hectares de mata nativa. Eles se queixam, também, de políticas educacionais e laborais da administração Piñera.

As manifestações contaram também com a presença de estudantes e de grupos ambientais.

Governo

O governo alega que as hidrelétricas são necessárias para atender à crescente demanda do país por energia. A aprovação final do megaprojeto energético, chamado Hidroaysén, é prevista para junho.

Durante seu discurso, neste sábado, Piñera foi diversas vezes interrompido por opositores ao projeto.

Dentro do Congresso, em Valparaiso, um grupo de parlamentares de oposição abriu um cartaz com os dizeres: “Não ao Hidroaysén, Patagônia sem represas”.

Piñera disse que têm ciência de sua responsabilidade quanto ao meio ambiente, mas que também tem que cuidar do desenvolvimento do país.

“Não podemos dizer que precisamos de energia e consumi-la abundantemente ao mesmo tempo em que nos opomos às suas fontes”, declarou o mandatário.

Segundo Piñera, a comissão de especialistas que decidirá sobre o projeto vai levar em consideração a opinião dos opositores.

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