FMI anuncia início de processo de sucessão de Strauss-Kahn

AFP
Image caption Renúncia de francês deu início a especulação sobre novo diretor do Fundo

O Fundo Monetário Internacional anunciou na noite desta sexta-feira, em comunicado em seu site na internet, que iniciou o processo de sucessão de seu diretor-gerente, depois de Dominique Strauss-Kahn, no cargo desde 2007, ter renunciado em meio a um escândalo sexual.

"É com prazer que anuncio que o conselho executivo do FMI adotou o processo que permite que a seleção do próximo diretor-gerente ocorra de maneira aberta, baseada em mérito e transparente", diz um comunicado assinado pelo representante do conselho Shakour Shaalan.

Strauss-Kahn foi detido no sábado, em Nova York, acusado por uma camareira de hotel de tentativa de estupro e agressão sexual. Nesta sexta-feira, ele deixou a cadeia, sob fiança, mas ficará em prisão domiciliar nos EUA enquanto a Justiça dá sequência ao processo.

O francês negou as acusações e alegou ter renunciado à chefia do FMI para se dedicar a sua defesa.

Sua renúncia vem provocando intensa especulação sobre quem será seu sucessor no comando do órgão, em uma disputa que opõe países europeus e a países emergentes, que exigem mais representatividade dentro do Fundo.

Já os europeus desejam manter o controle do órgão, num momento em que crises de dívida na zona do euro se tornaram a principal tarefa do FMI.

Atualmente, a candidata favorita à direção é a ministra francesa das Finanças, Christine Lagarde - caso ela de fato seja selecionada, será a primeira mulher a ocupar o cargo.

Leia também na BBC Brasil: Entenda como é o processo de escolha do diretor-gerente do FMI

30 de junho

Segundo o comunicado desta sexta, a decisão final sobre o novo diretor-gerente será anunciada em 30 de junho.

"O candidato escolhido terá um histórico eminente em políticas econômicas em nível sênior", diz o texto a respeito do "processo seletivo".

"Ele ou ela deve ter demonstrado as habilidades gerenciais e diplomáticas necessárias para liderar uma instituição global e será cidadão de qualquer um dos países-membros do Fundo."

O FMI, que está sob o comando interino do vice de Strauss-Kahn, o americano John Lipsky, afirma que a saída do francês não afetou suas operações de rotina. Mas o Fundo está sob pressão para encontrar rapidamente um sucessor, enquanto tenta estabilizar a ainda frágil economia global.

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