Cinzas vulcânicas

Cinzas vulcânicas devem chegar ao céu da Grã-Bretanha na terça

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Uma nuvem de cinzas provocada pela erupção de um vulcão na Islândia no final de semana deve atingir o norte da Grã-Bretanha e do Oceano Atlântico na manhã de terça-feira, de acordo com informações do centro de meteorologia britânico.

O Met Office alerta que isso não significa que o espaço aéreo será fechado, mas existe a possibilidade de atrasos e transtornos.

A nuvem também deve atingir Escócia, Irlanda do Norte e Irlanda. No final da semana, acredita-se que ela possa alcançar a França e a Espanha.

O vulcão Grimsvotn entrou em erupção no sábado. As cinzas chegaram a atingir 20 quilômetros de altitude no auge da erupção, mas já baixaram para 13 quilômetros.

O ministro britânico das Relações Exteriores, William Hague, disse em encontro da União Europeia que ele não espera que o espaço aéreo britânico seja fechado.

"Eu acho que estamos muito mais preparados e que teremos informações e inteligência muito melhores que nos permitirão ajustar as coisas sem necessariamente a proibição geral de vôos que houve no ano passado, mas é claro que isso depende de como a situação evoluir", disse Hague.

Um comitê britânico de gestão de crises aéreas está se reunindo a cada seis horas para avaliar a situação.

Prejuízo na Islândia

Na Islândia, o espaço aéreo foi fechado nas regiões próximas do vulcão e todos os voos domésticos foram cancelados. O principal aeroporto do país, Keflavik, foi fechado.

O país foi fortemente afetado pela erupção. Cinzas chegaram à capital Reykjavik, e turistas tiveram que ser evacuados de parques nacionais. A agricultura do país também foi atingida.

O vulcão Grmisvotn fica na geleira inóspita de Vatnajokull, no sudeste da ilha. A erupção de sábado foi a mais forte do vulcão registrada nos últimos cem anos.

Em abril do ano passado, a erupção de outro vulcão, o Eujafjallajokull, provocou um caos aéreo na Europa e um prejuízo de milhões de euros. Muitos aviões não puderam decolar, já que as autoridades alegaram que as aeronaves não funcionariam com segurança em meio à nuvem de cinzas. Na ocasião, o espaço aéreo foi fechado por vários dias em diversos países.

O geofísico Pall Einarsson, da Universidade da Islândia, adverte que a erupção atual não chegará nem perto da escala registrada no ano passado.

"Aquele era um vulcão incomum, uma distribuição de cinzas incomum e um padrão de meteorologia incomum, que conspiraram para dificultar a vida na Europa."

As cinzas vulcânicas do Grimsvotn são maiores do que as do Eyjafjallajokull, e portanto caem mais rápido no solo.

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