Paquistão

Ataque americano mata alto oficial da Al-Qaeda no Paquistão

Ilyas Kashmiri

O militante paquistanês era tido como alto comandante da Al-Qaeda

Um dos mais antigos militantes islâmicos do Paquistão, Ilyas Kashmiri, foi morto em um ataque de aeronaves não tripuladas no noroeste do país.

O ataque aconteceu na vila de Laman, no Waziristão do Sul, próximo da fronteira com o Afeganistão, na madrugada deste sábado.

Kashmiri era o líder do grupo "Brigada 313", que seria uma unidade da organização extremista paquistanesa Harkatul Jihan al-Islami. Ele também era tido como um alto comandante da Al-Qaeda.

Segundo testemunhas locais, Kashmiri estava entre as nove pessoas mortas durante o ataque. Moradores da vila disseram que ele havia chegado na região pouco antes do bombardeio com outros militantes.

Pouco depois da chegada dos homens, dois disparos de dois mísseis cada foram feitos, em questão de segundos.

Na manhã deste sábado, um oficial paquistanês que não quis ser nomeado confirmou que Kashmiri estava entre os mortos no ataque.

Um suposto porta-voz do grupo comandado por Kashmiri, que disse se chamar Abu Hanzallah, enviou uma mensagem por fax para dois canais de TV locais confirmando a morte do líder.

Kashmiri já havia sido equivocadamente declarado como morto por oficiais da inteligência paquistanesa em um ataque semelhante, na mesma região, em setembro de 2009.

É praticamente impossível realizar uma verificação independente do ataque, já que o acesso da mídia às áreas próximas à fronteira com o Afeganistão é controlado.

Possível sucessor

Segundo a correspondente da BBC em Islamabad, Orla Guerin, o militante paquistanês chegou a ser mencionado como um possível sucessor para Osama Bin Laden na Al-Qaeda.

Kashmiri foi acusado pelos Estados Unidos de coordenar ataques no Paquistão, no Afeganistão e na Índia e era suspeito de planejar ataques na Europa e nos Estados Unidos.

Acredita-se que ele também planejado o ataque à base militar da cidade de Karachi no último mês de maio, em que seis militantes mantiveram militares paquistaneses de reféns por cerca de 15 horas e mataram ao menos 11 soldados.

"A morte dele certamente será uma grande perda para a Al-Qaeda e muito bem vinda nos Estados Unidos", disse Orla Guerin.

O governo americano chegou a oferecer uma recompensa de US$ 5 milhões (cerca de R$ 8 milhões) por informações sobre seu paradeiro.

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