Brasil

Gleisi Hoffmann diz que fará trabalho de gestão na Casa Civil

Gleisi e Paulo Bernardo em foto de arquivo (Ag. Brasil)

Senadora, que passará a ocupar Casa Civil, se descreve como 'gestora'

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) anunciou na noite desta terça-feira que aceitou o convite da presidente Dilma Rousseff para ocupar o cargo de ministra da Casa Civil, posto deixado horas antes por Antonio Palocci, e disse que sua atuação se concentrará na gestão e acompanhamento dos projetos do governo.

“Dilma quer o funcionamento da Casa Civil na área de gestão, de acompanhamento de processos e projetos do governo (...). É nessa área que vou atuar”, disse Gleisi.

“Sou gestora, tenho nessa área vivência e espero corresponder às expectativas da presidenta Dilma para servir o meu país.”

A senadora disse que voltará a se pronunciar sobre sua futura atuação na Casa Civil nesta quarta-feira, às 14h, no Senado. Ela também afirmou que conversará com os senadores sobre seu novo posto nesta quarta, “inclusive os da oposição, que respeito muito”.

“Temos um projeto extraordinário de transformação neste país, é com este projeto que estou comprometida.”

Espera-se que Gleisi tome posse também nesta quarta-feira. Seu antecessor, Antonio Palocci, deixou o cargo três semanas após uma reportagem da Folha de S.Paulo revelar que seu patrimônio cresceu ao menos 20 vezes entre 2006 e 2010, quando exerceu mandato de deputado federal.

Os ganhos, diz Palocci, foram auferidos por sua empresa, a Projeto, por meio de consultorias na área econômica. A oposição e alguns políticos aliados do governo, no entanto, vinham exigindo a saída do ministro e a abertura de investigação para apurar se a evolução do patrimônio do petista configura enriquecimento ilícito.

Na segunda-feira, o Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, anunciou o arquivamento das representações contra o ministro. Segundo Gurgel, não há indícios concretos da prática de crime nem justa causa para investigar o caso.

Nesta terça-feira, no entanto, o ministro deixou o cargo. Em nota, Casa Civil informou que Palocci “considera que a robusta manifestação do procurador-geral da República confirma a legalidade e a retidão de suas atividades profissionais no período recente. (...) Considera, entretanto, que a continuidade do embate político poderia prejudicar suas atribuições no governo. Diante disso, preferiu solicitar seu afastamento".

Carreira política

Casada com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, Gleisi Hoffmann, 55 anos, formou-se em direito e filiou-se ao PT em 1989. Foi secretária estadual no Mato Grosso do Sul e secretária de Gestão Pública em Londrina (PR).

Em 2002, integrou a equipe de transição de governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e foi nomeada diretora financeira da hidrelétrica de Itaipu. À época, Dilma Rousseff ocupava o cargo de ministra de Minas e Energia.

Em 2006, elegeu-se senadora. Dois anos depois, foi derrotada no primeiro turno em eleição para a Prefeitura de Curitiba, vencida por Beto Richa (PSDB). Nascida em Curitiba, é mãe de dois filhos.

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