Aeroportos no Brasil não serão afetados por vulcão, diz Aeronáutica

A Aeronáutica informou nesta terça-feira que as cinzas do vulcão Puyehue, que entrou em erupção no fim de semana no Chile, não devem afetar o aeroporto de Porto Alegre nem a região Sudeste do Brasil, diferentemente da previsão inicial de um órgão internacional de monitoramento de cinzas vulcânicas.

Em nota, a Agência Força Aérea diz que mudanças no regime de ventos ao longo do dia fizeram com que a possibilidade de que as cinzas chegassem ao Sudeste e de que o aeroporto de Porto Alegre sofresse algum impacto fossem descartadas, “se mantidas as atuais condições meteorológicas na região”.

Segundo o Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA), órgão da Aeronáutica, a nuvem de cinzas se encontra na fronteira do Brasil com o Uruguai, entre 5.200 e 7.600 metros de altitude.

O CGNA acompanha a evolução da nuvem por meio de informações trocadas com o Volcanic Ash Advisory Centre da Argentina, instituto responsável pelo monitoramento de erupções vulcânicas no sul do continente sul-americano.

Desde o fim de semana, segundo a Infraero, a disseminação das cinzas provocou o cancelamento e o desvio de dezenas de voos entre o Brasil e a Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai.

A TAM informou o cancelamento de 32 voos, a maioria por causa do fechamento dos aeroportos de Buenos Aires e da previsão de fechamento do aeroporto de Assunção na tarde desta terça-feira.

Entre os voos cancelados, no entanto, havia um entre São Paulo e Foz do Iguaçu, no Paraná – a empresa diz ter agido por precaução.

A Gol, por sua vez, cancelou 11 voos com destino a Buenos Aires provenientes de São Paulo, Rio de Janeiro, Florianópolis, Foz do Iguaçu, Porto Alegre, Assunção, Santiago, Córdoba e Rosário.

Nesta terça, no entanto, à medida que as cinzas de dissipavam, o aeroporto de Buenos Aires retomou parcialmente as operações.

As nuvens vulcânicas apresentam em seu componente material semelhante ao vidro e que, em contato com as turbinas de aviões, pode provocar danos graves. Além disso, há o risco da falta de visibilidade e de que os gases tóxicos afetem as tripulações e os passageiros.