Brasil

Na despedida do Senado, Gleisi pede 'convivência respeitosa' com oposição

Foto: Wilson Dias/ABr

Gleisi Hoffmann reailza discurso de despedida no Senado

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), que assumirá o cargo de ministra-chefe da Casa Civil, afirmou nesta quarta-feira que quer manter, em sua nova função, a "convivência respeitosa" que cultivou com a oposição durante seu período no Congresso.

Em seu discurso de despedida no Senado, Gleisi agradeceu às palavras de estímulo que recebeu desde a terça-feira, quando aceitou o convite para assumir a Casa Civil no lugar de Antonio Palocci, que pediu demissão.

"Tenho muita clareza do tamanho desta missão", disse a nova ministra. "A quem muito é dado, muito será cobrado."

Gleisi disse que sempre foi muito incisiva na defesa do governo da presidente Dilma Rousseff, "não pelo simples fato de fazer parte da base, mas sobretudo porque acredito no projeto que ela representa e coordena".

"A presidenta Dilma me confiou uma nova missão, e vou cumpri-la levando muito do que aprendi no Senado", afirmou a senadora. "Peço a este Senado da República e ao Congresso Nacional apoio e companheirismo para desenvolver esta nova tarefa."

Sobre os integrantes da oposição no Congresso, Gleisi disse que todos foram "adversários duros no debate", mas que em todo o tempo prevaleceu a "convivência democrática".

‘Trator’

A nova ministra rejeitou título de "trator", que disse que por vezes foi usado para se referir a ela.

"Não considero esta a melhor metáfora para quem exerce a política e sempre se dispôs a debater", disse Gleisi.

Antonio Palocci deixou a Casa Civil nessa terça-feira, três semanas após uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo revelar que seu patrimônio cresceu ao menos 20 vezes enquanto era deputado federal, entre 2006 e 2010.

Os ganhos, segundo Palocci, foram auferidos por sua empresa, a Projeto, por meio de consultorias na área econômica.

A oposição e alguns políticos aliados do governo vinham exigindo a saída do ministro, além de uma investigação para apurar se a evolução do patrimônio de Palocci configura enriquecimento ilícito.

Ao renunciar ao cargo, Palocci disse que “a continuidade do embate político poderia prejudicar suas atribuições no governo”.

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