Aliados pedem mais verba para ajudar rebeldes e elevar pressão sobre Khadafi

Soldado da Libia exibe suas armas (AP) Direito de imagem AP
Image caption Rebeldes afirmam precisar de US$ 3 bi para combater tropas de Khadafi

As nações envolvidas na ofensiva internacional na Líbia fizeram nesta quinta-feira um pedido por mais verbas para um novo mecanismo de financiamento aos rebeldes, de forma a intensificar a pressão sobre o líder do país, Muamar Khadafi.

Os rebeldes líbios afirmam precisar de US$ 3 bilhões para o combate, nos próximos quatro meses, para pagar salários e comprar mantimentos.

O governo italiano informou que estava enviando US$ 586 milhões para o fundo, que já está operando. O dinheiro é proveniente de bens que autoridades líbias mantinham na Itália e foram congelados. França e Kuwait também anunciar doações de US$ 420 milhões e US$ 180 milhões, respectivamente.

No entanto, os rebeldes afirmam que ainda não tiveram acesso aos bens da cúpula síria em contas americanas.

Hillary

O pedido foi feito após uma reunião em Abu Dhabi dos aliados que participam da operação, caso da Grã-Bretanha, França, Estados Unidos, assim como de países árabes como Jordânia, Kuwait e Catar.

Durante o encontro, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, afirmou que Khadafi estava com os “dias contados”.

“À medida que o tempo vai passando, manter nossa resolução e unidade fica cada vez mais importante”, disse Hillary. “Assim como nossa missão militar de proteger o povo líbio, devemos continuar a escalada na pressão política, diplomática e financeira contra Khadafi e seu regime.”

O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, disse que a missão no país vai continuar por quanto tempo ela for "necessária".

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