Ataque de militantes mata oito soldados no Paquistão

Soldado paquistanês patrulha área tribal do país (AFP) Direito de imagem BBC World Service
Image caption Áreas tribais do Paquistão são consideradas regiões mais perigosas do mundo pelos EUA

Insurgentes do Talebã invadiram um posto de checagem no noroeste do Paquistão matando pelo menos oito soldados, segundo as autoridades do país.

Mais de cem militantes usaram lançadores de foguetes e granadas para atacar um posto na região tribal do sul do Waziristão. Os combates se estenderam por várias horas durante a noite, perto da cidade de Makeen.

Pelo menos 12 insurgentes do Talebã foram mortos.

Autoridades locais afirmaram que os militantes invadiram o posto de fiscalização pouco depois da meia noite. As forças de segurança reagiram e o confronto continuou por, pelo menos três horas.

Este foi o primeiro ataque em larga escala de militantes contra um alvo paquistanês em vários meses.

Nos últimos dias, o Talebã tem sofrido um grande número de baixas. Ataques de aeronaves não tripuladas americanas mataram dezenas de militantes.

Segundo o correspondente da BBC em Islamabad Aleem Maqbool, a tensão naquela região da fronteira entre Paquistão e Afeganistão está aumentando pois há o temor de que as forças paquistanesas estejam preparando uma ofensiva contra os militantes da área.

Esconderijo

Muitos militantes estariam se escondendo nas regiões tribais do norte e sul do Waziristão, que são semiautônomas. Estas áreas já foram descritas pelos Estados Unidos como sendo os "lugares mais perigosos da Terra".

Segundo o correspondente da BBC, o governo americano teria feito vários pedidos ao Paquistão para que tomasse providências naquelas regiões, para aproveitar o ímpeto criado logo depois da morte do líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden.

Bin Laden foi morto no Paquistão no início de maio.

E, durante o final de semana, um dos mais antigos militantes islâmicos do Paquistão, Ilyas Kashmiri, foi morto em um ataque de aeronaves não tripuladas no noroeste do país.

Kashmiri era o líder do grupo "Brigada 313", que seria uma unidade da organização extremista paquistanesa Harkatul Jihan al-Islami e também era tido como um alto comandante da Al-Qaeda, que chegou a ser mencionado como possível sucessor de Osama Bin Laden.

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