Afeganistão

Maio foi o mês mais violento em quatro anos no Afeganistão

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2010 havia sido o ano mais violento no país desde o fim do regime talebã

As Nações Unidas divulgaram neste sábado que o mês passado registrou o maior número de mortes de civis no Afeganistão dos últimos quatro anos.

A Missão de Assistência da ONU para o Afeganistão (Unama, na sigla em inglês) divulgou que 368 civis morreram em maio em decorrência direta do conflito no país.

A ONU atribuiu 82% das mortes aos insurgentes, enquanto as forças do governo são responsáveis por 12% das fatalidades. Seis por cento não são atribuídos a nenhum dos lados.

"Mais civis morreram no mês de maio do que em qualquer outro mês desde 2007, quando a Unama começou a documentar as fatalidades de civis", disse a diretora de direitos humanos da organização, Georgette Gagnon.

"Estamos muito preocupados que a quantidade de civis sofrendo vai aumentar ainda mais no verão, que é quando historicamente se registra o maior número de fatalidades civis."

A Unama atribui 3% das mortes a ataques aéreos por forças aéreas ocidentais. O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, exige o fim de ataques aéreos por forças da aliança militar Otan aos insurgentes do Talebã. Mas a Otan sustenta que esse tipo de ofensiva é importante para combater inimigos que estão escondidos.

Família morta

Entre as mortes causadas pelo Talebã, a maior delas acontece por bombas improvisadas (IED, na sigla em inglês) colocadas em estradas. Em maio, 119 pessoas morreram com esta modalidade de explosivo, e 274 ficaram feridas.

"A grande maioria de IEDs no Afeganistão são mecanismos acionados por pressão, que são indiscriminatórios por natureza. O seu uso difundido por forças antigoverno é uma violação das leis humanitárias internacionais", afirma um relatório da ONU.

Os dados referentes a maio foram divulgados neste sábado. E no mesmo dia uma explosão matou 16 pessoas, todas da mesma família, incluindo oito crianças e quatro mulheres. Todos estavam em um ônibus, que explodiu ao passar por uma bomba em uma estrada na província de Kandahar, no sul do país.

Na província de Khost, no leste do país, um homem-bomba matou dois policiais e um civil próximo a uma delegacia. Outras 12 pessoas ficaram feridas.

O ano passado já havia sido o de maiores mortes de civis desde 2001, quando o regime talebã foi derrubado por forças ocidentais. Em 2010, morreram 2.777 civis, um aumento de 15% em relação ao ano anterior.

Atualmente, 130 mil soldados sob o comando dos Estados Unidos estão no Afeganistão. O governo americano quer reduzir este número a um contingente mínimo até o final de 2014.

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