Lagarde ganha apoio de Egito e Indonésia para dirigir o FMI

Christine Lagarde Direito de imagem AFP
Image caption Lagarde está viajando a diversos países em busca de apoio

A candidata à direção do FMI Christine Lagarde conquistou o apoio do Egito e da Indonésia neste domingo. Ministros nos dois países disseram que a francesa seria a melhor escolha para suceder Dominique Strauss Kahn, que renunciou após um escândalo sexual no mês passado.

No sábado, o diretor do Banco de Israel, o economista Stanley Fischer, anunciou sua candidatura ao FMI. Além de Lagarde e Fischer, o presidente do Banco Central do México, Agustín Carstens, também está concorrendo ao posto.

Lagarde, que já passou pelo Brasil como parte de sua campanha, está viajando pela Ásia e pelo Oriente Médio em busca de apoio. Ela vem conquistando o apoio de vários ministros, apesar de alguns políticos em países emergentes terem sugerido que um não-europeu seria mais adequado para o cargo.

No domingo, o ministro das Relações Exteriores do Egito, Nabil al-Arabi, disse a jornalistas que o governo do seu país apoia Lagarde. O Egito faz parte do conselho executivo de 24 países que elegerá o novo diretor do Fundo no final deste mês.

Na Indonésia, o ministro das Finanças, Agus Martowardojo, também falou sobre sua preferência por Lagarde.

"Ela é uma pessoa muito profissional, muito hábil na interação entre organizações e tem muita integridade e conhecimento", disse o ministro.

Já o mexicano Carstens, que tem dito que um não-europeu deveria ocupar o cargo, afirmou na sexta-feira que o governo da Índia compartilha da sua visão.

Fischer

No sábado, o economista Stanley Fischer surpreendeu ao anunciar sua candidatura. Ele lançou-se na disputa apesar de ter 67 anos – dois a mais do que o limite de idade para ocupar o posto.

Analistas acreditam que Fischer pode servir de alternativa, caso haja um impasse na escolha do novo diretor do Fundo.

O diretor do Banco Central do Cazaquistão, Grigory Marchenko, renunciou no final de semana à sua candidatura. Marchenko disse que era "óbvio" que Lagarde venceria a disputa.

"Além disso, os países desenvolvidos não conseguem se unir em torno de um candidato único. Então é melhor eu renunciar e não colocar esses países em uma situação constrangedora", disse Marchenko à CNN.

Um anúncio sobre quem dirigirá o FMI deve sair até o dia 30 de junho.

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