Italianos votam em referendo sobre energia nuclear

Ativistas na Itália Direito de imagem AFP
Image caption Ativistas fazem campanha contra energia nuclear na Itália

Os italianos vão às urnas neste domingo para votar em quatro referendos distintos. O mais importante deles decidirá se a Itália investirá em energia nuclear.

Ativistas contra usinas nucleares afirmam que o desastre na planta japonesa de Fukushima ajudou a convencer a opinião pública sobre os riscos deste tipo de atividade.

Os referendos também estão sendo vistos como um teste sobre a popularidade do primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, diante do recente escândalo sexual.

O programa nuclear italiano foi abandonado em 1987, depois do desastre em Chernobyl. No entanto, o governo afirma que a indústria nuclear é fundamental para gerar cerca de 20% da eletricidade do país até 2020.

O desastre em Fukushima, causado pelo terremoto e tsnunami no Japão em março, mudou a percepção geral na Itália.

Segundo Salvatore Barbera, do Greenpeace, o povo italiano agora enxerga a necessidade de se votar contra as usinas nucleares no referendo.

"Esta tecnologia é velha, ela é perigosa, como vimos em Fukushima", disse Barbera.

Alemanha

Para Silvio Rossignoli, da empresa fornecedora de materiais para aeronaves Sekur, só as usinas nucleares garantirão o abastecimento de energia à Itália.

"Nós queremos ter energia nuclear porque ela é ecológica e muito mais limpa do que carvão e gás", diz ele.

A Alemanha foi o primeiro país a abandonar seu programa de energia nuclear depois do acidente em Fukushima.

Além da decisão sobre energia nuclear, os italianos também responderão no referendo de domingo a duas perguntas sobre privatização de empresas de saneamento.

A última pergunta no referendo é sobre a imunidade de ministros de Estado perante a Justiça, um caso que interessa particularmente a Berlusconi, que enfrenta quatro processos atualmente.

Os resultados dos referendos devem ser divulgados na segunda-feira.

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