Após combates, Exército retoma o controle de cidade no norte da Síria

Tropas sírias rumo a Jisr al-Shughour. Foto: AFP e TV estatal síria Direito de imagem AFP
Image caption TV estatal síria mostrou imagens de tropas rumo a Jisr al-Shughour

O Exército sírio retomou o controle da cidade Jisr al-Shughour, no norte do país, após uma forte intensa ofensiva contra os oposicionistas.

Um repórter da BBC que está acompanhando as tropas sírias afirmou que os confrontos ocorreram logo os militares entraram na cidade e disse que, segundo testemunhas, ao menos três pessoas morreram.

Também há relatos de dezenas de feridos e de pessoas presas. As forças de segurança teriam usado tanques e helicópteros para atacar os manifestantes antigoverno.

O governo sírio afirma que está tentando restaurar a ordem na cidade, depois que 120 militares teriam sido mortos na semana passada. Mas moradores dizem que as mortes foram causadas por um motim e um conflito dentro das próprias forças de segurança sírias.

As informações vindas do país são difíceis de serem confirmadas, já que o governo dificulta a entrada de jornalistas estrangeiros no país.

Correspondente da BBC na fronteira da Síria disseram que o número de refugiados sírios na Turquia pode ser bem mais alto do que a estimativa de 5 mil pessoas, feita pela ONU.

Testemunhas disseram que já há 10 mil civis sírios do outro lado da fronteira.

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Unidade de elite

Ativistas afirmam que 200 veículos militares atacaram Jisr al-Shughour em duas frentes: uma oriunda do leste e outra do sul. A TV estatal afirma que a operação começou depois que explosivos foram encontrados e desarmados na entrada da cidade.

Helicópteros também foram vistos sobrevoando a área. Há relatos de que as tropas que invadiram a cidade são parte de uma unidade de elite comandada pelo irmão mais novo do presidente Bashar Al-Assad, Maher.

O correspondente da BBC no Líbano Jim Muir diz que, segundo testemunhas, o grupo militante Shabiha está apoiando os soldados do governo.

Não há informações sobre o tipo de resistência que os oposicionistas montaram na cidade, mas há confirmações de que muitas pessoas deixaram a cidade.

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