Alemanha reconhece rebeldes como governo legítimo da Líbia

Westerwelle/AP Direito de imagem BBC World Service
Image caption Westerwelle fez as declarações durante visita a Benghazi

A Alemanha reconheceu nesta segunda-feira os rebeldes que lutam contra o regime de Muamar Khadafi como ‘únicos representantes legítimos’ do povo líbio.

"Queremos uma Líbia livre e democrática, sem Khadafi", disse o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Guido Westerwelle, durante visita ao principal reduto rebelde no leste líbio, Benghazi.

"O Conselho Nacional é o representante legítimo do povo líbio", completou.

O Conselho Nacional Transitório (CNT) é o braço político das forças que iniciaram uma ofensiva contra o regime de Khadafi, inspirados nos levantes populares que derrubaram os governos de Tunísia e Egito.

Mais de dez países já reconheceram o CNT como o governo legítimo da Líbia.

A Alemanha vinha sendo criticada por não ter apoiado a resolução da ONU que autoriza o uso de força e as operações da Otan na Líbia.

O vice-presidente do CNT Abdel Hafiz Ghoga disse que a decisão alemã representa "um grande passo".

Clinton

Também nesta segunda-feira, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pediu para que outros líderes africanos deixem de apoiar Khadafi.

"É verdade que Khadafi teve papel importante em fornecer apoio financeiro para muitas nações africanas e instituições", disse ela durante encontro da União Africana na Etiópia.

"Mas se tornou claro que já passou da hora de ele deixar o poder", completou.

Esta foi a primeira vez que um secretário de Estado dos EUA fez discurso em encontro da União Africana.

No domingo, TV estatal líbia mostrou imagens de Khadafi disputando uma partida de xadrez com o presidente mundial da federação internacional do esporte, o russo Kirsan Ilyumzhinov.

O excêntrico Ilyumzhinov, que já alegou ter visitado uma nave espacial alienígena, disse que Khadafi lhe afirmou não ter planos de deixar o país, apesar dos constantes bombardeios da Otan.

A Otan atua na Líbia com autorização de uma resolução da ONU e sob a justificativa de proteger os civis dos ataques promovidos pelas forças de Khadafi.

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