Ex-presidente da Tunísia é condenado à revelia a 35 anos de prisão

Ben Ali, imagem de arquivo (Reuters) Direito de imagem Reuters
Image caption Ben Ali, que governou a Tunísia por 24 anos, está na Arábia Saudita

O ex-presidente da Tunísia Zine Al-Abidine Ben Ali e sua mulher, Leila Trabelsi, foram condenados nesta segunda-feira a 35 anos de prisão cada um por roubo e outras acusações.

O julgamento ocorreu na capital do país, Túnis, sem a presença do casal. Ben Ali e sua família se refugiaram na Arábia Saudita em janeiro depois de uma onda de protestos populares que levou o então presidente a deixar o poder.

Ben Ali era acusado de roubo e de posse ilegal de joias e dinheiro que foram encontrados no palácio presidencial após sua saída do país.

O tribunal também ordenou o casal a pagar um total de cerca de US$ 66 milhões (equivalentes a cerca de R$ 105 milhões) em multas.

A Arábia Saudita não respondeu ao pedido de extradição.

'Piada'

O julgamento do processo envolvendo outras acusações específicas contra a Ben Ali e não outros membros de sua família, relacionadas com posse ilegal de drogas e armas, foi adiado para o dia 30 de junho a pedido da defesa, que solicitou mais tempo para analisar o caso.

O ex-presidente, de 74 anos, nega as acusações. Em um comunicado, ele disse que o julgamento foi uma "vergonhosa encenação da justiça dos vitoriosos".

Falando à BBC, o advogado de defesa Ben Ali Akram Azouri classificou o julgamento de “piada” e disse que veredicto teve motivação política.

Ele disse que as drogas e o dinheiro que motivaram as acusações “foram encontrados três meses após a partida do presidente".

"Creio que o presidente Ben Ali pode ir para Londres e nenhum tribunal de Justiça reconhecerá este julgamento", disse ele.

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