Fifa tem ‘indícios convincentes’ de corrupção contra Bin Hammam

Bin Hammam/AP Direito de imagem AP
Image caption Bin Hammam retirou sua candidatura à Presidência da Fifa quando surgiram acusações de corrupção

Os indícios de corrupção contra Mohamed Bin Hammam, presidente suspenso da Confederação Asiática de Futebol, e Jack Warner, que se demitiu recentemente da vice-presidência da Fifa, são mais fortes do que se supunha, segundo um relatório ao qual a BBC teve acesso nesta quarta-feira.

A entidade já havia dito que possuía provas suficientes para iniciar uma investigação sobre o caso envolvendo Hammam e Warner. Devido a isso, em 29 de maio, o Comitê de Ética da entidade havia suspendido os dois de qualquer atividade relacionada à entidade.

O documento de 17 páginas diz que a decisão do comitê se baseou no que diz ser “indícios convincentes” de que Mohammed Bin Hammam tentou subornar dirigentes da União Caribenha de Futebol (CFU) durante sua recente campanha para assumir a Presidência da entidade máxima do futebol mundial.

Warner teria facilitado esta tentativa, segundo o relatório.

A suspensão inviabilizou a candidatura de Hammam, e Joseph Blatter se elegeu em primeiro de junho para mais um mandato como presidente da Fifa.

Após Warner ter anunciado, na última segunda-feira, que estava se desligando de todos os cargos que ocupava na Fifa, CFU e Concacaf (Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe), a Fifa retirou as acusações contra Warner.

Leia mais na BBC Brasil sobre a demissão de Warner.

Bin Hammam, por outro lado, continua sendo investigado.

Tanto ele quanto Warner negam ter cometido qualquer irregularidade.

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