China liberta artista dissidente Ai Weiwei

Artista Ai Weiwei, em seu estúdio em Pequim Direito de imagem AFP
Image caption Crítico do regime, Weiwei ajudou a desenhar o estádio olímpico Ninho do Pássaro, em Pequim

O governo da China libertou nesta quarta-feira o artista e ativista político Ai Weiwei, preso em abril deste ano, sob acusação oficial de ter cometido evasão fiscal.

A prisão foi duramente criticada por organizações de direitos humanos e governos do Ocidente.

"Já estou em casa, livre da cadeia. Não posso falar com a imprensa, mas estou bem. Obrigado por toda a atenção que recebi da mídia", disse ele por telefone à BBC.

A agência estatal de notícias Xinshua disse que o artista foi libertado após "sua boa atitude ao confessar seus crimes" e se oferecer para devolver o dinheiro irregular.

Evasão fiscal

As autoridades chinesas alegaram crime de evasão fiscal quando prenderam Weiwei no aeroporto de Pequim há dois meses, quando ele tentava embarcar para Hong Kong.

Após sua prisão, seu estúdio foi vasculhado e vários de seus pertences foram confiscados pela polícia.

O trabalho do artista tem forte conotação política e seu blog era frequentemente censurado pelo regime comunista. A prisão foi duramente criticada por grupos de direitos humanos e autoridades políticas do Ocidente.

Com 54 anos, Weiwei, ganhou notoriedade pelas críticas ao regime e por seu trabalho como artista. Ele já expôs em museus de prestígio, como a Tate Modern, em Londres, além de ser um dos designers do Estádio Olímpico de Pequim, conhecido como Ninho do Pássaro.

Weiwei foi preso num momento em que as autoridades chinesas apertam o cerco a críticos do regime. Na ocasião de sua prisão, a organização Anistia Internacional disse que "o período para discordância aberta na China” havia chegado ao fim.

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