Justiça da Indonésia inocenta editor da Playboy de crime de indecência

Erwin Arnada antes de entrar na prisão em Jacarta, em 2010 (AFP) Direito de imagem BBC World Service
Image caption Arnada foi editor da Playboy indonésia, que fechou depois de lançar alguns números em 2006

A Suprema Corte da Indonésia inocentou nesta quinta-feira o editor da revista Playboy no país, Erwin Arnada, que cumpria sentença de dois anos por distribuir e lucrar com fotos indecentes.

O advogado de Arnada, Todung Mulya Lubis, disse à BBC que o editor agora é um homem livre.

"Ainda não recebemos uma cópia desta decisão, mas a Suprema Corte afirmou que o veredito foi divulgado", disse.

Erwin Arnada foi detido na ilha de Bali após ignorar ordens para se entregar à polícia, depois da imposição da sentença em agosto de 2010.

Indonésia

A versão indonésia da Playboy não continha nudez, mas grupos islâmicos obrigaram o fechamento da revista depois de apenas algumas edições em 2006, por publicar imagens de mulheres, algumas delas, com pouca roupa.

O grupo muçulmano linha dura indonésio Frente dos Defensores do Islamismo chamou Arnada de "terrorista moral".

Alguns críticos argumentaram que a condenação de Arnada é sinal do crescente poder dos grupos islâmicos no país.

O Parlamento indonésio aprovou, com o apoio de grupos islâmicos, uma lei polêmica contra a pornografia em 2008.

A lei foi criticada em várias partes da Indonésia, particularmente na ilha de Bali, predominatemente hindu.

A Indonésia é um estado laico, com uma longa tradição de tolerância.

No entanto, nos últimos anos, grupos islâmicos conservadores passaram a se manifestar contra determinadas práticas, tornando a pornografia um dos principais testes para a influência do Islã na política do país.

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