Explosão em hospital no Afeganistão mata pelo menos 38

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A explosão de um carro-bomba matou pelo menos 38 pessoas em um hospital na província afegã de Logar, no sudeste do Afeganistão, segundo as autoridades do país.

O prédio do hospital, no distrito de Azra, foi destruído e as vítimas – entre as quais idosos, mulheres e crianças – ficaram enterradas entre os destroços.

Mais de cem pessoas ficaram feridas, afirmou o governo afegão, e há temores de que as fatalidades cheguem a mais de 50.

O grupo Talebã negou que tenha sido o responsável pelo ataque, afirmando que não realiza ações contra civis.

Para o Ministério da Saúde do Afeganistão, o ataque foi “desumano” e “sem precedentes”.

Entre informações desencontradas, um funcionário dos serviços de inteligência do país relatou que os explosivos foram detonados depois que a polícia tentou parar o veículo.

Efetivos do Exército foram enviados ao local para ajudar no resgate.

Violência

No início deste mês, um relatório das Nações Unidas indicou um aumento no número de vítimas civis no conflito no Afeganistão.

Só em maio, 368 civis foram mortos, o maior número mensal desde que a contagem começou, em 2007.

O ataque deste fim de semana foi o de maior escala dentro de um hospital. No mês passado, um homem-bomba que se suicidou dentro de um hospital em Cabul matou seis pessoas.

“O governo e as agências de inteligência deveriam ser capazes de prevenir este tipo de ataque”, disse à BBC um membro do conselho provincial de Logar.

“O que há de positivo nisso? Quase toda casa, cada família está luto. É um dia triste.”

Retirada

Nesta semana, o presidente Barack Obama anunciou a retirada de 10 mil soldados americanos do Afeganistão em 2011 e outros 23 mil até o fim de setembro de 2012.

Segundo Obama, 68 mil soldados americanos ficarão no Afeganistão a partir de 2012. Eles devem permanecer, no entanto, até 2013, quando forças afegãs devem assumir a segurança.

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Image caption Os EUA têm a maioria das tropas e o comando da missão da Otan, liderada pelo general Petraeus

Para analistas, o plano marca o início da retirada dos militares da Otan do país.

Depois do anúncio americano, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, também disse que faria uma retirada gradual dos 4 mil soldados do país servindo no Afeganistão.

A Alemanha também já planeja a saída de seus 5 mil militares.

Os 10 mil militares do Reino Unido, o segundo maior contingente, devem sair do país em 2015, se as condições forem favoráveis.

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