Seca e guerra forçam cada vez mais somalis a fugir ao Quênia

Refugiados somalis em Dadaab, em foto de abril (Reuters) Direito de imagem Reuters
Image caption Campo de Dadaab, que já está lotado, recebe número sem precedentes de somalis diariamente

Conflitos e secas na Somália têm forçado uma quantidade sem precedentes de somalis a fugir para o Quênia, informa a ONG Save the Children.

A organização humanitária relata que, diariamente, cerca de 1,3 mil pessoas – sendo ao menos 800 delas crianças – têm chegado ao campo de refugiados queniano de Dadaab.

O número mensal de chegadas ao campo mais do que dobrou no período de um ano, afirma a Save the Children.

Algumas famílias são forçadas a caminhar durante mais de um mês para chegar a Dadaab. As crianças chegam exaustas, subnutridas e severamente desidratadas.

O conflito na Somália, considerado um Estado falido, já vinha forçando a fuga de cidadãos rumo ao Quênia. Mas uma forte temporada de secas e a alta no preço dos alimentos dificultaram ainda mais a situação de milhões de somalis.

Dadaab, que é na verdade um conjunto de três assentamentos, é considerado o maior campo de refugiados do mundo: abriga mais de 350 mil pessoas.

A ONG Médicos Sem Fronteiras diz que muitos dos recém-chegados ao local precisam desesperadamente de cuidados médicos.

Metade das crianças que chegam ao campo nunca sequer foi vacinada.

Como o conflito na Somália não dá sinais de trégua, e a expectativa é de que haja mais diversos meses de secas no país, as condições de vida em Dadaab – que já está superlotado – tendem a piorar.

Até o momento, os esforços para descongestionar o campo e realocar os refugiados tiveram pouco sucesso.

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