Futura chefe do FMI é conhecida pela franqueza e por frases polêmicas

Lagarde, cercada de fotógrafos, na sede do FMI, nos EUA. AFP Direito de imagem BBC World Service
Image caption Lagarde fez as exportações da França baterem recorde quando foi ministra do Comércio do país

Christine Lagarde, escolhida nesta terça-feira para ser a futura diretora-gerente do FMI, é considerada uma das políticas mais populares da França.

Depois de ser a primeira mulher a ocupar o cargo de ministra das Finanças no seu país, ela também será, a partir de cinco de julho, a primeira a ocupar a chefia do fundo, depois de ter recebido o apoio de Estados Unidos, Rússia, China e Brasil.

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Fluente em inglês, a francesa é conhecida pelo jeito direto e franco e por colecionar frases polêmicas.

Em 2008, Lagarde disse que a cultura movida a testosterona dos bancos globais ajudou a provocar a crise financeira global.

No ano seguinte, quando o Brasil pediu à Europa o fim dos subsídios agrícolas, Lagarde reagiu com ironia: "Minha resposta é não. (Os brasileiros) querem tirar tudo de nós, até a roupa íntima".

Nadadora e advogada

Nascida em Paris, Lagarde é divorciada e mãe de dois filhos.

Na adolescência, ela foi atleta e chegou a fazer parte da equipe francesa de nado sincronizado.

Aos 17 anos, foi viver e estudar inglês nos Estados Unidos, antes de se formar na Faculdade de Direito em Paris. Mais tarde, fez mestrado no Instituto de Ciência Política em Aix-en-Provence (sul da França).

Em 1981, de volta aos Estados Unidos, Lagarde trabalhou em um escritório de advocacia, especializando-se em direito antitruste e fusões e aquisições. Dezoito anos depois, tornou-se a primeira mulher a chefiar a Baker & McKenzie, uma das maiores firmas de advocacia do mundo.

Personalidade favorita

Lagarde foi nomeada em 2005 ministra do Comércio da França, e no seu mandato as exportações do país atingiram níveis recordes.

Em 2007, assumiu o Ministério das Finanças.

Quatro anos depois, o jornal britânico Financial Times a consideroua melhor ministra das Finanças da Europa, após se destacar nas negociações pós-crise no G20. Ela ainda teve participação ativa nas negociações do pacote de ajuda à Grécia.

No mesmo ano, Lagarde ficou em segundo lugar em uma pesquisa de opinião feita pela rede de TV RTL e o jornal Le Parisien para escolher a personalidade favorita do país, perdendo apenas para o cantor e ator Johnny Hallyday.

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