Origem de surto de E.coli pode estar ligada a sementes do Egito

Sementes de feno grego (SPL) Direito de imagem BBC World Service
Image caption Surtos podem estar ligados a sementes de feno grego vindas do Egito

O surto de infecções por uma variação altamente tóxica da bactéria E.coli que atingiu a Alemanha e a França pode ter sua origem no Egito, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças europeu.

Um relatório do órgão afirma que, embora ainda haja "muita incerteza", sementes de feno grego importadas em 2009 e 2010 "estiveram envolvidas nos dois surtos".

Apenas na Alemanha, mais de 4 mil pessoas foram infectadas e 48 morreram. Os pesquisadores rastrearam a doença até uma fazenda de cultivo de brotos de feijão em Bienenbuettel, na região da Baixa Saxônia.

O surto em Bordeaux, na França, afetou 15 pessoas e estava ligado a sementes vendidas pela empresa britânica Thompson and Morgan. A companhia afirma que não há provas de envolvimento de seus produtos nas infecções.

O relatório afirma que o surto em Bordeaux está ligado a sementes exportadas em 2009 do Egito para a Thompson and Morgan e depois vendidas para a França. O surto alemão teria origem em sementes importadas em 2010, de acordo com o documento.

Segundo o relatório, outros surtos do E.coli poderão ocorrer, pois "outros carregamentos de sementes potencialmente contaminadas ainda estão disponíveis dentro da União Europeia e, talvez, fora dela".

Raridade

Os dois surtos envolvem uma variação rara do E.coli, conhecida como O104:H4.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças europeu afirmou que esta variação é tão rara em humanos que é improvável que os surtos na Alemanha e França sejam incidentes isolados, estando provavelmente ligados pelo consumo de sementes e brotos.

Outras investigações estão tentando determinar se a contaminação ocorreu nos locais onde a doença apareceu, ou se estes locais receberam as sementes já contaminadas.

O centro de Controle e Prevenção de Doenças europeu e a Autoridade de Segurança Alimentar da Europa "recomendam que os consumidores não cultivem brotos para consumo próprio e não comam brotos ou sementes com brotos a não ser que eles tenham sido completamente cozidos", até que as investigações estejam completas.

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