Mladic é retirado à força de tribunal após discutir com juiz

Atualizado em  4 de julho, 2011 - 07:20 (Brasília) 10:20 GMT

Mladic é expulso de tribunal após berrar contra o juiz

General sérvio está sendo julgado pelo Tribunal Penal Internacional por crimes contra a humanidade.

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Formatos alternativos

O ex-comandante do Exército sérvio-bósnio Ratko Mladic foi retirado à força nesta segunda-feira de uma audiência no tribunal para crimes de guerra de Haia, na Holanda, após discutir com o juiz.

Mladic foi retirado do local após interromper continuamente os procedimentos do tribunal.

O juiz Alfons Orie recusou um pedido do advogado de defesa de Mladic, indicado pela própria corte, para um adiamento da sessão, na qual o réu teria que se declarar culpado ou inocente das acusações.

Mladic tentou falar várias vezes no começo da audiência, mas o juiz pediu que ele se mantivesse em silêncio e aguardasse a permissão para falar.

Ele foi repreendido por Orie por falar fora de hora e por se comunicar com o público que assistia ao julgamento das galerias.

Mladic então se recusou a formalizar uma declaração após ver negado seu pedido para mudar de advogado.

Pouco após os guardas acompanharem Mladic para fora da corte, ele gritou para Orie: “Vocês querem impor minha defesa. Que tipo de corte é esta?”

Acusações

Mladic durante a audiência desta terça-feira

Mladic foi repreendido por interromper continuamente os trabalhos do tribunal

Após Mladic ser retirado do tribunal e de uma breve pausa no julgamento, o juiz leu as 11 acusações contra ele, incluindo assassinato e genocídio.

Esta foi a segunda aparição de Mladic no tribunal em Haia. No dia 3 de junho, ele havia dito estar “gravemente doente” e afirmou que as acusações contra ele eram “ofensivas”.

Na ocasião, ele também havia optado por não se declarar culpado ou inocente. O juiz havia dado um mês de prazo para que ele o fizesse, mas diante da segunda negativa, nesta segunda-feira, o juiz considerou sua declaração como de inocência.

Preso no final de maio na Sérvia, Mladic é acusado de genocídio, extermínio, deportação e atos desumanos, entre outros crimes de guerra cometidos durante a Guerra da Bósnia, entre 1992 e 1995.

Ele é acusado de comandar o massacre de cerca de 7.500 meninos e homens muçulmanos em Srebrenica, em 1995 - maior atrocidade cometida na Europa desde a Segunda Guerra.

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