Americana inocentada de morte de filha é condenada por mentir à polícia

Casey Anthony, ao ouvir a decisão dos jurados nesta terça (AP) Direito de imagem AP
Image caption Casey Anthony chorou ao ouvir que havia sido absolvida, na terça-feira

A americana Casey Anthony foi condenada a quatro anos de prisão nesta quinta-feira por ter mentido para a polícia no caso em que foi absolvida da acusação de assassinar a filha Caylee, de dois anos.

Ela recebeu em um tribunal da Flórida (sul dos Estados Unidos) a condenação máxima de um ano de prisão por cada um dos quatro crimes de mentir para a polícia dos quais era acusada.

Mas Anthony, de 25 anos, deve ser libertada em julho ou agosto por já ter passado três anos presa e ter tido bom comportamento.

A sentença foi revelada dois dias após a absolvição de Anthony em um caso que prendeu a atenção dos americanos nos últimos meses.

O caso

A Promotoria alegava que Casey tinha sufocado em 2008 a pequena Caylee com fita adesiva sobre sua boca e seu nariz, porque a existência da filha supostamente impedia que ela se divertisse e frequentasse festas.

Ela também era acusada de ter jogado o seu corpo em decomposição em um bosque perto de sua casa, na cidade de Orlando, após circular por vários dias com ele no bagageiro de seu carro.

Casey primeiro alegou que a criança tinha sido sequestrada pela babá; depois, durante o julgamento, disse que a menina tinha se afogado acidentalmente em uma piscina.

A tese da defesa era de que Caylee não fora assassinada – teria morrido por acidente, na piscina; Casey e seu pai, George Anthony, teriam entrado em pânico e escondido o corpo por medo da polícia.

Mas a autopsia do corpo da menina não permitiu a peritos chegar a uma conclusão clara sobre como ela morreu. A dúvida a respeito da culpa de Casey, segundo analistas, seria um dos principais motivos para a sua absolvição.

Leia mais na BBC Brasil: Absolvição de mãe acusada de matar filha de 2 anos gera comoção nos EUA

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