Dono da News Corporation concorda em ir ao Parlamento britânico

James e Rupert Murdoch em Londres (Reuters) Direito de imagem BBC World Service
Image caption Magnata (à direita) e seu filho, James, vão comparecer ao Parlamento

O magnata Rupert Murdoch, dono do conglomerado News Corporation, concordou em comparecer perante o Parlamento britânico para responder a perguntas sobre o escândalo das escutas envolvendo jornais de seu grupo na Grã-Bretanha.

O empresário deve comparecer juntamente de seu filho, James Murdoch. A diretora-executiva da News International, subsidiária da News Corporation, Rebekah Brooks, também prestar esclarecimentos ao Parlamento na próxima terça-feira.

O jornal News of the World, um dos títulos da News International, foi fechado no último domingo devido a acusações de que teria interceptado ilegalmente os telefones de familiares de vítimas de sequestro, dos atentados de 7 de julho de 2005, de famílias de soldados britânicos mortos em combate e do ex-premiê britânico Gordon Brown, entre outras 4 mil pessoas.

Inicialmente, Rupert e James Murdoch disseram que não estariam disponíveis na terça-feira, 19 de julho, dia marcado para o questionamento no Parlamento britânico. James disse que poderia ir apenas no dia 10 de agosto.

No entanto, horas depois que uma comissão parlamentar divulgou as convocações para o magnata e seu filho, a News Corporation anunciou que ambos compareceriam ao Parlamento.

As convocações do magnata da mídia e de seu filho foram as primeiras feitas por uma comissão do Parlamento britânico em quase 20 anos, desde que os filhos do magnata do setor de jornais Robert Maxwell foram intimados a comparecer, em 1992.

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Prisões

O ex-editor executivo do News dof the World Neil Wallis foi detido nesta quinta-feira, sob suspeita de conspirar para interceptar informações.

Wallis é a nona pessoa a ser detida desde que a Polícia Metropolitana de Londres (Scotland Yard) lançou a investigação sobre escutas ilegais, em janeiro passado.

Segundo dados levantados pela BBC, a polícia britânica está entrando em contato com cerca de 30 pessoas por semana que seriam vítimas dos grampos telefônicos, depois que as investigações identificaram que pelo menos 4 mil pessoas teriam sido alvos dos grampos.

Além disso, o escândalo já trouxe outras consequências para os negócios de Murdoch.

Diante da intensa pressão de políticos, da imprensa e da opinião pública, o dono da News Corporation desistiu de seguir com seus planos de adquirir a totalidade das ações da operadora de TV por assinatura BSkyB, da qual seu grupo possui 39%.

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