Protestos na Síria deixam pelo menos 19 mortos, dizem ativistas

O presidente da Síria, Bashar al-Assad. Direito de imagem Reuters
Image caption Governo sírio propôs diálogo, mas ativistas querem a saída de Assad

Pelo menos 19 pessoas morreram nesta sexta-feira quando forças de segurança sírias dispararam contra manifestantes em diversas cidades do país, segundo ativistas.

Os protestos podem estar entre os maiores desde o início do levante popular contra o governo do presidente Bashar al-Assad, no mês de março.

Na capital, Damasco, pelo menos sete pessoas teriam morrido na manifestação, que teve a participação de cerca de 20 mil pessoas.

Há relatos de grandes manifestações em diversos locais do país, incluindo as cidades de Homs, Deraa, Idlib, Deir al-Zour e Duma.

Testemunhas disseram à BBC que, em Damasco, os manifestantes estavam tentando evacuar os feridos e impedir a entrada de mais integrantes das forças de segurança no bairro onde ocorria o protesto.

Em Deraa, um ativista disse à agência AP que “o tiroteio foi intenso”.

A Síria proíbe a entrada de jornalistas estrangeiros no país, dificultando a confirmação das informações.

As sextas-feiras se tornaram o principal dia de protestos no país, após as orações tradicionais.

Detidos

O correspondente da BBC em Beirute (Líbano) Owen Bennett-Jones diz que os protestos desta sexta-feira pedem especificamente pela libertação das cerca de 10 mil pessoas que teriam sido presas pelo regime sírio desde o início dos protestos.

O governo deu início a um projeto de "diálogo nacional", mas muitos ativistas ainda pedem a renúncia do presidente Assad e se negam a entrar em negociação.

Calcula-se que pelo menos 1,6 mil pessoas tenham sido mortas na repressão aos protestos pró-democracia e contra o governo do presidente Bashar al-Assad.

O governo responsabiliza “gangues armadas de criminosos” pela crise.

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