Ex-presidente uruguaio Bordaberry morre em prisão domiciliar

Bordaberry em 2003. Foto: AFP Direito de imagem AFP
Image caption Bordaberry foi sentenciado a 30 anos de prisão devido à sua ligação com assassinatos políticos

O ex-presidente do Uruguai Juan María Bordaberry morreu neste domingo aos 83 anos em sua casa, em Montevidéu, onde ele cumpria uma pena de prisão domiciliar de 30 anos por assassinatos e desaparecimento de ativistas políticos enquanto esteve no poder.

Bordaberry foi eleito presidente em 1971, mas passou a governar por decreto a partir de 1973, até ser retirado do poder pelos militares, em 1976.

Quando Bordaberry assumiu a presidência, o Uruguai vivia um período de instabilidade política e econômica, com diversos grupos militantes de esquerda na ativa.

Uma dessas organizações era o Movimento de Libertação Nacional - Tupamaros, do qual fazia parte o atual presidente uruguaio, José "Pepe" Mujica.

Dois anos depois de chegar ao poder, Bordaberry suspendeu a constituição e decretou a ilegalidade de partidos políticos. No entanto, o presidente, que era civil, acabou deposto quando deixou de ter o apoio dos generais, que comandaram o país até 1985.

Bordaberry foi detido em 2006 e sentenciado a 30 anos de prisão devido à sua ligação com diversos assassinatos políticos e desaparecimentos de ativistas. Ele também foi acusado de violar a constituição do país.

A prisão de Bordaberry ocorreu depois que o então presidente uruguaio, Tabaré Vasquez, reabriu diversos casos de violação de direitos humanos no período ditatorial.

Em 2007, Bordaberry ganhou o direito de cumprir a sua pena em casa, devido à sua idade e à sua saúde frágil.

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