Após grampos, Grã-Bretanha anuncia inquérito sobre corrupção policial

Theresa May em pronunciamento ao Parlameto (PA) Direito de imagem BBC World Service
Image caption Theresa May anunciou inquérito ao Parlamento britânico nesta segunda-feira

A ministra do Interior da Grã-Bretanha, Theresa May, anunciou nesta quarta-feira um inquérito para investigar as acusações de corrupção policial que surgiram com o escândalo dos grampos do tabloide News of the World.

May disse ao Parlamento britânico que ela vai pedir aos inspetores que analisem principalmente a relação entre policiais e jornalistas.

Para a ministra, existem questões importantes que devem ser tratadas a respeito da relação entre policiais e profissionais da mídia.

O escândalo das escutas telefônicas ilegais do News of the World vem trazendo consequências em vários setores do governo britânico, e já causou demissões na polícia.

O chefe da Polícia Metropolitana de Londres (Scotland Yard), Paul Stephenson, renunciou ao cargo no domingo.

Stephenson foi o responsável por contratar um editor-executivo do tabloide, Neil Wallis, como consultor de comunicação da Scotland Yard. Wallis também está envolvido no escândalo dos grampos.

Leia mais na BBC Brasil: Escândalo dos grampos eleva pressão sobre premiê britânico

Mais uma demissão

Nesta segunda-feira, o vice-chefe da Polícia Metropolitana de Londres, John Yates, também pediu demissão do cargo. Ele era o responsável por checar o histórico de Wallis.

O News of the World teria interceptado ilegalmente milhares de telefones celulares em busca de notícias exclusivas.

Investigações indicam que até 4 mil pessoas podem ter sido grampeadas pelo tabloide, entre políticos, membros da realeza, esportistas, celebridades e familiares de militares mortos na guerra do Afeganistão.

Entre as possíveis vítimas das escutas telefônicas também está um dos primos do brasileiro Jean Charles de Menezes, morto por engano pela polícia britânica em julho de 2005.

Neste domingo, a ex-executiva-chefe da News International, grupo de mídia que publicava o News of the World, foi detida por policiais envolvidos na investigação do caso. Ela foi solta sob fiança após ficar 12 horas sob custódia.

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