FBI apura se celular de ator Jude Law foi grampeado por tabloide britânico

Jude Law, em foto de 2007 (Getty) Direito de imagem Getty
Image caption Suspeita-se de que telefone de ator tenha sido acessado ilegalmente durante uma viagem aos EUA

O FBI, a polícia federal americana, pretende entrar em contato com o ator britânico Jude Law, por suspeitas de que o celular dele tenha sido grampeado durante uma viagem aos Estados Unidos, autoridades informaram à BBC.

Há suspeitas de que uma reportagem publicada sobre o ator no tabloide britânico News of the World, em 2003, tenha sido baseada em informações obtidas na caixa-postal de seu celular.

O News of the World foi fechado neste mês por conta de um escândalo de grampos de forte implicação política na Grã-Bretanha.

Acredita-se que até 4 mil pessoas, entre políticos e pessoas de interesse midiático, tenham sido alvo de escutas telefônicas ilegais envolvendo o jornal, parte do conglomerado do magnata Rupert Murdoch, que teve se de explicar perante o Parlamento britânico.

Se a suspeita envolvendo o celular de Jude Law se provar verdadeira, o News Corp., grupo de Murdoch, pode ter de enfrentar consequências na Justiça americana.

O News International, braço do News Corp. que controla os jornais do grupo na Grã-Bretanha, nega as acusações.

Leia mais na BBC Brasil: Entenda o escândalo de grampos

Hackers

A suspeita é de que hackers podem ter acessado o celular de Law enquanto ele estava no aeroporto John F. Kennedy, em Nova York.

Uma reportagem do News of the World de oito anos atrás citava com detalhes uma conversa entre o ator e um assistente.

Se o celular de Law de fato tiver sido acessado ilegalmente na ocasião, o fato de hackers invadirem o sistema de uma companhia telefônica americana poderia abrir caminho para acusações sob a lei dos Estados Unidos, informa o correspondente da BBC em Nova York Steve Kingstone.

Procurado, o ator não quis comentar o episódio.

O FBI já havia informado que está apurando se o News of the World tentou acessar registros telefônicos de vítimas dos atentados de 11 de Setembro.

Depoimento

Em outro desdobramento do caso, o depoimento de James Murdoch - filho de Rupert e presidente do News International - ao Parlamento britânico foi questionado por dois ex-executivos do grupo.

Na terça, James Murdoch disse aos parlamentares que não tinha conhecimento de um e-mail que sugeria que a prática de grampos no News of the World ia além das ações de "apenas um repórter mal-intencionado".

Mas o ex-editor do tabloide Colin Myler e um ex-gerente jurídico do News International disseram que "informaram sim" Murdoch da existência do e-mail.

Consultado novamente, Murdoch disse que "mantém" seu depoimento.

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