Dilma lamenta ataques na Noruega

Região atacada em Oslo (AFP) Direito de imagem AFP
Image caption Obama pediu cooperação internacional na luta para conter ações extremistas no mundo

A presidente Dilma Rousseff divulgou nota lamentando os ataques que deixaram pelo menos 17 mortos nesta sexta-feira na Noruega, durante uma explosão na sede do governo e em um tiroteio em um acampamento de jovens. Outros líderes mundiais expressaram repúdio pelo episódio.

Dilma disse que "foi com profunda consternação" que recebeu "a notícia dos atentados".

"Gostaria de estender, em nome do governo e do povo brasileiros, nossos sinceros sentimentos de pesar e solidariedade ao reino da Noruega e às famílias das vítimas", disse a presidente.

O Itamaraty (Ministério das Relações Exteriores) também condenou "com veemência os atentados". Em nota, disse que "o governo brasileiro reitera seu mais enérgico repúdio a todas as formas de violência contra populações civis e representantes do poder público".

Nos Estados Unidos, o presidente Barack Obama disse que os atentados demonstram a importância de uma cooperação global na luta contra o extremismo.

"É uma advertência sobre como toda a comunidade internacional tem responsabilidade em impedir esse tipo de terror de acontecer", disse o presidente, em Washington, durante encontro com o primeiro-ministro da Nova Zelândia, John Key.

"Temos de cooperar em termos de inteligência e de prevenção desse tipo de ataques horríveis", disse Obama, que esteve em Oslo em 2009 para receber o Prêmio Nobel da Paz.

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Caça aos assassinos

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse ter ficado "indignado" aos saber dos ataques e da morte de tantos inocentes.

"Meus pensamentos estão com os feridos e com aqueles que perderam parentes e amigos. E tenho certeza que todos os britânicos estão se sentindo da mesma maneira", disse Cameron.

"Telefonei para o premiê (norueguês) Stoltenberg para expressar minhas sinceras condolências e para oferecer ajuda da Grã-Bretanha, inclusive por meio de cooperação dos nossos departamentos de inteligência. Vamos trabalhar com a Noruega para caçar os assassinos e impedir a morte de mais inocentes."

Já o presidente francês, Nicolas Sarkozy, qualificou os ataques de "atos odiosos e inaceitáveis".

"Nesse momento dramático, quero expressar minha solidaridade e a de todo o povo francês à Noruega."

'Atrocidade'

O ministro do Exterior britânico, William Hague, qualificou o ataque em Oslo de "horrível".

"A Grã-Bretanha está lado a lado com a Noruega e todos os nossos aliados internacionais frente a tais atrocidades. Estamos comprometidos a trabalhar incessantemente com eles para combater a ameaça do terrorismo em todas as suas formas."

O presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, também se manifestou sobre o atentado, chamando o ataque de "covardia", de acordo com a agência de notícias AFP.

"Estou profundamente abalado pelas explosões na tarde de hoje (sexta-feira) em Oslo que mataram várias pessoas inocentes e deixaram muitas outras feridas", disse Van Rompuy em uma declaração divulgada na tarde desta sexta-feira.

Van Rompuy afirmou também que condena o que chamou de "atos de covardia, para os quais não há justificativa".

Promoção da paz

Além de Van Rompuy, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, também afirmou que o ataque não foi "algo que se espera na Noruega, geralmente associada com a paz interna e a promoção da paz em outros países".

O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, disse que o incidente desta sexta-feira em Oslo foi um "ato hediondo".

Cerca de 500 soldados noruegueses fazem parte das forças internacionais lideradas pela Otan no Afeganistão, e dez noruegueses morreram em operações no país.

Colaborou Alessandra Corrêa, da BBC Brasil em Washington

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