Agência Fitch coloca dívida grega em ‘default parcial’

Angela Merkel e outros chefes de Estado Direito de imagem BBC World Service
Image caption A decisão foi tomada por pressão da chanceler alemã Angela Merkel

A agência de classificação de risco Fitch emitiu comunicado nesta sexta-feira colocando a dívida grega em ‘default parcial’, por conta das condições do novo pacote de ajuda financeira aprovado pela União Europeia no dia anterior.

A Fitch disse considerar o acordo “positivo” e “importante”, mas como os termos acertados impõem perdas a investidores do setor privado que aplicaram em bônus do governo grego, a dívida do país deve receber classificação de moratória.

Bancos e outras instituições financeiras concordaram em trocar os atuais bônus do governo grego por outros de prazos mais largos e juros menores, perdendo em consequência cerca de 21% do valor investido, justificando segundo a Fitch a nova classificação.

A agência afirma que uma vez que o processo seja finalizado, dará uma classificação mais alta para a Grécia.

Contribuinte

A Fitch "irá rever a classificação da Grécia e seus novos instrumentos de dívida uma vez que o evento da moratória esteja solucionado com a emissão de novas garantias para os proprietários de bônus".

Outras agências de classificação como a Moody e a Standard and Poor haviam alertado que classificariam a Grécia em moratória se os bancos credores sofressem prejuízos financeiros com o pacote da União Europeia. Antes da aprovação do pacote, o Banco Central Europeu havia dito ser contra uma moratória mesmo que parcial da dívida grega.

Leia mais: Zona do euro fecha acordo para conter crise grega

Mas o acordo foi conseguido por pressão da Alemanha. A chanceler Ângela Merkel insistiu que o contribuinte europeu não deveria arcar com todos os fundos para a ajuda grega e que o setor privado deveria estar envolvido.

O acordo de envolvimento parcial do setor privado e moratória restrita foi fechado após discussão com o presidente francês Nicolas Sarkozy que afirmou desejar evitar a desestabilização da zona do euro.

Notícias relacionadas