Preso por tiroteio em acampamento é norueguês, diz ministro

Região atacada em Oslo (AFP) Direito de imagem AFP
Image caption Polícia trabalha com a hipótese de ataques terem sido coordenados

O ministro da Justiça da Noruega, Knut Storberget, afirmou que o homem detido pelo tiroteio em um acampamento jovem em uma ilha do país é de nacionalidade norueguesa.

Em entrevista coletiva, o ministro e o premiê do país, Jens Stoltenberg, disseram que é cedo para especular os motivos da tragédia e que não se sabe se o atirador agiu sozinho.

Segundo testemunhas e relatos da polícia, o homem entrou vestido de policial em um acampamento promovido pelo Partido Trabalhista (do governo) e atirou contra dezenas de jovens, matando ao menos dez.

A polícia acredita que o mesmo homem esteja relacionado com um atentado a bomba ocorrido pouco antes em Oslo, atingindo vários prédios do quartel-general do governo da Noruega. Ao menos sete pessoas morreram.

Há relatos de que o homem tenha sido visto em Oslo antes de seguir à ilha de Utoeya, onde ocorreu o tiroteio, e onde explosivos não detonados foram encontrados pela polícia.

O chanceler da Noruega, Jonas Gahr Store, confirmou, em entrevista à BBC, que suspeita-se que o detido tenha ido ao acampamento depois de plantar a bomba na capital norueguesa.

Leia mais na BBC Brasil: Polícia acredita que ataques na Noruega foram coordenados

Quanto a relatos de que organizações extremistas teriam praticado os ataques, o premiê disse que não quer “confirmar ou negar relatos de que grupos assumiram responsabilidade. Não queremos tornar a situação mais séria do que ela é”.

O analista de segurança da BBC Gordon Corera relata que, depois de as suspeitas recaírem sobre grupos internacionais, agora cresce a possibilidade de que o ataque tenha sido promovido por extremistas domésticos.

'Mais democracia'

Mas a motivação dos ataques ainda é desconhecida, segundo disseram os líderes noruegueses.

“Não sabemos quem nos atacou”, disse o premiê durante a entrevista coletiva. “A Noruega se unirá nesse momento de crise. Você (em referência aos idealizadores do ataque) não destruirá nossa democracia. Nossa resposta à violência será mais democracia.”

As autoridades não confirmaram se estão procurando por mais suspeitos, mas disseram que não tiveram conhecimento de nenhuma ameaça prévia relacionada aos atentados.

“Foi uma grande surpresa, não tínhamos nenhum indicativo de que isso ocorreria”, disse o chanceler Store à BBC.

O ministro da Justiça disse que a polícia está usando “todos os recursos disponíveis” para lidar com a crise e investigar os responsáveis.

Ele pediu que a população fique longe do centro de Oslo por enquanto e que evite o uso de celulares, para não sobrecarregar a rede de telefonia do país.

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