Ex-candidato à presidência da Fifa é banido do futebol

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Image caption Após o escândalo, Bin Hamman retirou sua candidatura à presidência da FIFA

O ex-candidato à presidência da Fifa Mohamed Bin Hammam foi banido do futebol neste sábado, após ser considerado culpado em um caso envolvendo tentativa de suborno.

A comissão de ética da Fifa tomou a decisão após uma audiência que durou dois dias.

Bin Hammam, um dirigente do Catar de 62 anos, foi acusado de tentar comprar votos de delegados durante as eleições presidenciais do órgão, no mês passado.

A decisão faz de Bin Hammam o dirigente de mais alto escalão a ser banido na história da Fifa.

Ex-presidente da Confederação Asiática de Futebol, ele agora "nunca mais poderá se envolver em qualquer atividade relacionada ao futebol, seja nacional ou internacionalmente".

Na sexta-feira, a BBC obteve um documento que reforçavam ainda mais as evidências de que Bin Hammam estava envolvido com corrupção.

O documento detalha a alegação de que o dirigente da Fifa Jack Warner havia enviado uma mala com dinheiro que deveria ser distribuído a membros da União Caribenha de Futebol (CFU, na sigla em inglês) em um encontro para promover a candidatura de Bin Hammam.

‘Presentes’

O relatório foi assinado pela secretária-geral da CFU, Angenie Kanhai, que havia sido incumbida por Warner para distribuir os “presentes”.

A FIFA já havia dito que possuía provas suficientes para iniciar uma investigação sobre Bin Hammam e Warner, que se demitiu recentemente da vice-presidência da organização.

O escândalo fez Bin Hamman, de 62 anos, retirar sua candidatura, deixando Sepp Blatter sem oponentes na disputa.

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