Apple tem reservas maiores que as do governo americano

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Image caption Analistas especulam como a empresa gastará suas resevas

Números recém-divulgados pelo Departamento do Tesouro dos EUA indicam que a empresa Apple tem mais dinheiro para gastar do que o governo americano.

Segundo dados da última quarta-feira do Tesouro, o governo tem um saldo de caixa operacional de US$ 73,7 bilhões.

Ao mesmo tempo, os mais recentes balanços financeiros da Apple indicam que a empresa tem reservas de US$ 76,4 bilhões.

Os Estados Unidos atualmente gastam mensalmente cerca de US$ 200 bilhões mais do que arrecadam.

Já a Apple, no trimestre terminado em 25 de julho, teve uma receita líquida de US$ 7,31 bilhões, 125% maior do que o mesmo período no ano anterior.

Washington discute atualmente a elevação do teto do endividamento público americano, bem como cortes orçamentários, mas republicanos e democratas não têm conseguido entrar em um acordo quanto ao escopo dos cortes ou a extensão do limite da dívida.

Caso o teto do endividamento – de US$ 14,3 trilhões, atingido em maio – não seja elevado até a próxima terça-feira, o governo americano não conseguirá honrar esses compromissos, arriscando a moratória e a perda da nota de crédito AAA (a mais alta, segundo o ranking das agências de classificação de risco).

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Image caption Impasse em elevar teto da dívida pública preocupa Departamento do Tesouro

Possíveis aquisições

Com US$ 76 bilhões no banco ou em ativos facilmente acessíveis, tem havido grande especulação quanto a o que a empresa fará com tanto dinheiro.

Analistas do setor acreditam que a Apple está acumulando reservas para usá-las em aquisições estratégicas de outros negócios e na obtenção de patentes de tecnologia.

A rede de livrarias Barnes and Noble e o site de filmes online Netflix são apontados como possíveis alvos do interesse da Apple, segundo Daniel Ashdown, analista da empresa Juniper Research.

A Apple também pode estar de olho em empresas menores que desenvolvem sistemas que poderiam ser adicionados a seus aparelhos, como sistemas de reconhecimento de voz.

A empresa usou parte de suas reservas para participar de um consórcio, ao lado da Microsoft, e comprar patentes da já inexistente empresa canadense Nortel.

O consórcio gastou US$ 4,5 bilhões na compra de mais de 6 mil patentes.

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