Mãe com câncer perde guarda de filhos em caso polêmico

Alaina Giordano, com o filho Bud e Sofia. ABC News Direito de imagem ABC News
Image caption Tratamento experimental fez com que justiça impedisse a mãe de manter a guarda dos filhos

A justiça americana decidiu que uma mãe com câncer de mama não poderá ficar com a guarda de seus filhos enquanto se submete a um tratamento experimental.

Alaina Giordano, de 37 anos, luta com a justiça americana há diversos meses pela guarda dos filhos Bud, de 6 anos, e Sofia, de 11 anos.

Mas na última sexta-feira, um tribunal do estado da Carolina do Norte decidiu que as duas crianças devem viver com o pai em Chicago, a cerca de 1.300 quilômetros da cidade de Durham, onde a mulher permanece em tratamento contra um câncer de mama em estágio avançado.

O caso vem causando polêmica nos Estados Unidos, desde que um amigo de Giordano lançou uma campanha na internet para conseguir apoio a sua causa.

"Enquanto escrevo, estou lidando com o difícil reconhecimento de que meus filhos terão que viver a 1.300 quilômetros de mim, até que minha apelação seja ouvida", disse a americana, em uma declaração na página de sua campanha no Facebook após a sentença.

"Por causa desta decisão legal, meus filhos e eu temos que lamentar a perda uns dos outros."

Campanha

O pai das crianças, Kane Snyder, se mudou recentemente para Chicago por causa de um novo emprego.

Segundo a revista americana Time, o julgamento do caso foi marcado por acusações mútuas de traição, más condutas e violência doméstica entre Giordano e Snyder – que ainda não estão legalmente divorciados.

Mas a mãe reuniu centenas de apoiadores através de uma campanha na internet, organizada por um amigo de infância, em que diz estar sendo discriminada por estar doente.

Mais de 21.600 pessoas "curtiram" a página da campanha no Facebook, que se chama "Alaina Giordano não deve perder seus filhos porque tem câncer de mama".

Segundo a página pessoal de Alaina no site, a justiça da Carolina do Norte decidiu retirar dela a guarda dos filhos porque "não há como dizer o quanto ela vai viver".

Em uma declaração no Facebook horas após o anúncio da decisão judicial, Giordano disse que começa uma "cruzada" para "eliminar o preconceito por razões médicas como fator decisivo em casos de custódia".

Ela está se submetendo a um tratamento experimental no Centro Médico da Universidade de Duke, em Durham.

Viver na cidade é uma condição para que Alaina participe do tratamento, mas ela garante que visitará os filhos em Chicago.

"Eu recebo um tratamento de primeira classe em Durham. Mas não se iludam, eu irei viajar até Chicago para ver meus filhos regularmente. Eles irão se beneficiar do amor e do apoio da mãe deles", disse.

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