Israel bombardeia Gaza em retaliação a atentado a seu território

Ônibus foi alvo de um ataque de homens armados na fronteira entre Israel e Egito. Direito de imagem Reuters
Image caption Turistas viajavam nos dois ônibus israelenses quando aconteceu o ataque

O Exército israelense confirmou ter realizado um ataque aéreo na Faixa de Gaza, em retaliação a um atentado ocorrido horas antes, no sul de Israel.

Segundo fontes médicas palestinas, pelo menos seis pessoas morreram no bombardeio de Rafah.

Os militares israelenses já haviam prometido uma dura resposta aos ataques a dois ônibus no sul do país, próximo à fronteira com o Egito, que resultaram na morte de sete pessoas.

Israel acusa militantes de Gaza infiltrados no país pelo atentado. No entanto, o grupo palestino Hamas, que controla a região, negou envolvimento.

Fontes palestinas disseram à BBC que entre os mortos estariam uma criança e quatro membros da Comissão de Resistência Popular, uma facção em Gaza leal ao Hamas, mas que às vezes opera de forma independente.

Segundo a agência de notícias Reuters, Israel atacou com aviões não tripulados, conhecidos como drones.

Ônibus

Já o atentado em Israel começou quando homens armados abriram fogo contra um ônibus que levava turistas e soldados para a cidade de Eilat.

Em seguida, de acordo com a imprensa local, uma bomba explodiu na estrada, atingindo um segundo ônibus.

Direito de imagem Reuters
Image caption Pelo menos 25 feridos no ataque ao primeiro ônibus foram levadas para um hospital em Eilat

Outros veículos foram atingidos logo depois na mesma região. No total, sete israelenses foram mortos e, segundo um médico do hospital de Eliat, há ao menos 25 feridos, um deles em estado grave.

Os feridos, na maioria, eram soldados israelenses, de acordo com o hospital.

Autoridades israelenses disseram que vários atiradores foram mortos durante a troca de tiros.

'Força e determinação'

Segundo o correspondente da BBC em Jerusalém, Paul Danahar, este é o primeiro ataque na fronteira entre Israel e o Egito em muitos anos.

Para ele, as emboscadas devem elevar a preocupação israelense com a segurança na região da fronteira egípcia.

O premiê israelense, Binyamin Netanyahu, qualificou o ataque de um "grave incidente".

O ministro da Defesa, Ehud Barak, acusou os militantes de Gaza. "A verdadeira fonte de terrorismo está em Gaza e nós vamos agir contra eles com força e determinação."

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